Poucas palavras:
Blog criado por Bruno Coriolano de Almeida Costa, professor de Língua Inglesa desde 2002. Esse espaço surgiu em 2007 com o objetivo de unir alguns estudiosos e professores desse idioma. Abordamos, de forma rápida e simples, vários aspectos da Língua Inglesa e suas culturas. Agradeço a sua visita.
"Se tivesse perguntado ao cliente o que ele queria, ele teria dito: 'Um cavalo mais rápido!"
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Turma: 140/2011 - English Elementary 2011.2 - Mossoró-RN.
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| Turma Elementary 2011.2 afternoon - SENAC/RN. |
Fim de mais um ciclo chegando e só tenho a agradecer a todos os meus alunos desse semestre letivo de 2011.2. Estou entrando de férias e as postagens devem diminuir, mas não poderia deixar de postar algo enfatizando essa turma que se mostrou muito disposta a aprender. Temos aqui um grupo de pessoas muito determinadas e bastante dispostas a aprender.
Parabéns para todos pelos resultados obtidos e obrigado por facilitarem meu trabalho. Cada atividade, música, dinâmica, vídeo, jogo, slide, exercício que foi desenvolvido com bastante dedicação e seriedade por parte desse professor. Feliz natal e prospero ano novo para todos vocês e espero que possamos nos encontrar nos próximos semestres.
QUERO AGRADECER A CADA UM DE VOCÊS:
Ana Sonalya, Antônio Elias, Diana Paula, Erika Julia, Elton Alves, Rakely Ribeiro, Rafaela Dutra, que aparecem na imagem acima; e Antônia Líria Alvino, Marcia Célia Dias e Najila Nayara que não estão na foto, mas fizeram parte dessa turma, grupo pequeno em número, mas grande em resultados.
Obrigado a todos pelas palavras. Fiz amigos nessa turma e não apenas tive alunos. Valeu!
{IDIOMAS SENAC} Escola de referência, equipe de excelência!
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Entrevista com a professora Vanessa Prata.
A entrevista dessa semana é com a professora, jornalista e tradutora, Vanessa Prata. Nesse bate papo, ela faz um breve resumo da vida profissional e dos diversos cursos feitos para se aprimorar no ensino da Língua Inglesa; das aulas particulares e das dificuldades que o professor enfrenta no seu dia a dia.
Vanessa tem um blog (www.teachervanessaprata.blogspot.com) onde ela posta várias dicas e conteúdos interessantes sobre a língua inglesa. Boa leitura and let's go!
Poderia fazer um breve resumo de sua vida acadêmica/profissional?
Sou formada em Comunicação Social pela Faculdade Cásper Líbero (2002), pós-graduada em Tradução, pela Unibero-Anhanguera (2011), e tenho os certificados CPE, TKT e Icelt, da Universidade de Cambridge.
Sou professora de inglês desde 1999, já tendo passado por escolas de idiomas como CNA, Seven, Wizard e SENAC e, atualmente, trabalho na Companhia de Idiomas e dou aulas particulares. Atuo também como jornalista e, eventualmente, faço traduções e revisões.
Porque decidiu ser professora de Língua Inglesa?
Foi um processo natural após alguns anos de estudo da língua, quando percebi que gostava muito de inglês e que gostaria de manter contato com o idioma após terminar o curso.
Comecei dando aulas aos 19 anos na mesma escola em que estudei e não parei mais, mesmo conciliando o trabalho de professora com o de jornalista. Inicialmente imaginava que seria um emprego temporário, enquanto estava na faculdade, mas se tornou uma carreira.
Você disse que, eventualmente, faz traduções. Por que escolheu “tradução” para estudar e como é trabalhar nessa área? Não toma muito tempo?
Quis fazer um curso de tradução justamente para conhecer melhor a área, já que sou formada em Comunicação Social e não em Letras ou Tradução. Fiz alguns trabalhos apenas, até por falta de tempo, pois me divido entre as aulas e o jornalismo, mas este ano traduzi um livro técnico de instrumentação cirúrgica. Pela falta de experiência e prática, acabo demorando mais do que tradutores “profissionais”, claro.
Você trabalhou em diversas escolas de idiomas diferentes. Tem alguma preferencia por algum método? Wizard e SENAC, por exemplo, têm métodos completamente diferentes.
Cada escola tem sua metodologia, mas é difícil afirmar que uma é melhor do que a outra; elas são diferentes, mas todas podem trazer bons resultados. Cada aluno tende a se identificar mais com uma escola ou metodologia, mas sempre é possível aprender, desde que haja dedicação da parte do aluno e do professor.
Estudei no CNA e gostava muito das aulas, porém conheço pessoas que não se identificaram, assim como outros alunos não se adaptam ao método da Wizard ou da Cultura Inglesa ou de qualquer outra escola. No geral, a tendência é que cada vez mais o foco seja na abordagem comunicativa.
Como é a professora Vanessa em sala de aula? Já passou por alguma situação embaraçosa?
Gosto muito de trabalhar com recursos variados, como vídeos, músicas, textos extras, sites etc. Sou amigável e flexível, mas tenho uma postura séria, não faço o tipo “professora engraçada”. Muitas vezes acontecem algumas coisas, como CD ou DVD não funcionarem (mesmo que você tenha testado antes), nos esquecermos de uma palavra em inglês mais “básica” ou mesmo alunos fazerem piadas em cima de algo que você estava explicando, mas são coisas normais numa sala de aula, não me lembro de algo muito mais “embaraçoso”.
Quais as dificuldades que um profissional de idiomas encontra na região onde você atua?
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| Central Park - New York City. |
No dia a dia, as dificuldades estão em conciliar horários, enfrentar horas no trânsito ou em transporte público para se deslocar de uma escola ou de uma empresa para outra e conseguir ter estabilidade financeira, pois, muitas vezes, professores ganham apenas por hora-aula dada, e devem se precaver com relação às faltas de alunos, férias, cancelamentos etc.
“A demanda por professores de inglês está em alta”. Por quê?
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| Londres - Inglaterra. |
Existem vantagens em aulas particulares? Os alunos sempre comparecem? Existe uma regularidade nas aulas ou os mesmos apenas te procuram quando é véspera de alguma prova?
A principal vantagem da aula particular para o professor é o valor da hora-aula, evidentemente, sempre superior ao que é pago nas escolas. Por outro lado, numa escola a estabilidade é maior, pois dificilmente um grupo vai parar de fazer aulas de uma hora para outra, o que é mais comum acontecer com alunos particulares. Além disso, como professor particular, você é autônomo, sem os direitos (e deveres) de um profissional registrado. A flexibilidade de horário também tem vantagens e desvantagens. Ao mesmo tempo em que você consegue fazer outras coisas no dia a dia, muitas vezes precisa ficar “enrolando” entre uma aula e outra.
Hoje, muitos executivos estão optando por aulas particulares, devido à maior flexibilidade que esse tipo de curso oferece. No meu caso, raramente dei aulas de reforço, com foco apenas em provas, mas certamente existe esse tipo de aluno também.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Entrevista da semana.
A entrevista dessa semana não será com um professor ou estudante do idioma, mas com a equipe que faz o site Viver Nos EUA. Se você tem interesse em conhecer mais sobre os Estados Unidos da América – E.U.A. a partir do ponto de vista de quem vive por lá há alguns anos, essa é uma boa hora para parar um pouco e acompanhar essa postagem.
Entre outros assuntos abordados aqui, a equipe do Viver Nos EUA fala das diferenças culturais entre o Brasil e os E.U.A., da relação dos americanos com a TV, de como a crise afetou aquele país e muito mais.
Se um brasileiro decidir ir morar nos Estados Unidos da América, o que ele deve ter em mente? Quais as atitudes que ele deve tomar?
Ele deve procurar se preparar tanto psicologicamente quanto financeiramente com antecedência e pesquisar bastante sobre os Estados Unidos. O ideal seria já saber inglês também. Aliás isso vale para brasileiros que desejam morar em qualquer outro país.
Você poderia falar de costumes que os americanos têm que nós, brasileiros não, como por exemplo, Yard Sales (Garage sales), Thanksgiving (dia de ação de graças), Halloween (dia das bruxas) etc?
Como essas duas culturas diferem bastante uma da outra, a lista de costumes diferentes ficaria enorme. A perspectiva do americano de vida é diferente do brasileiro o que faz com que praticamente tudo seja diferente.
Por exemplo, quando o americano fala que a crise econômica é ruim, seria por que ele vai ter que cortar os dias de férias dele e não viajar para o exterior, já o brasileiro quando diz que a economia está ruim é por que ele mal consegue comprar necessidades básicas para sua sobrevivência.
Por isso que brasileiros pensam que todo mundo está passando fome por aqui quando americanos comentam sobre a crise. Essa é a perspectiva que o brasileiro tem, mas não condiz com a verdade do que se passa aqui. É tudo uma questão de diferença cultural.
Americanos gostam tanto da TV quanto brasileiros. Há até telenovelas por aqui, mas como você mesmo disse elas não chegam nem perto do impacto que os seriados americanos têm na cultura popular do país.
Eu já morei em New Jersey e quando falo para os meus amigos que o atendimento em restaurantes e lojas nos EUA é bem diferente do que encontramos aqui no nosso país, eles dizem que eu estou sendo pedante ou exagerando. Você poderia falar da diferença em relação ao atendimento em bancos, restaurantes e lojas na América?Acho que a diferença principal é que o serviço de atendimento ao consumidor aqui realmente funciona. O cliente tem sempre razão e se reclamarem eles conseguirão obter seus direitos. O mesmo não se vê muito no Brasil, embora felizmente as coisas estejam mudando devagar.
Quais as diferenças entre as mulheres brasileiras (latinas) e americanas? E entre os homens? Devemos lembrar que ambos pertencem a culturas totalmente diferentes e isso pesa muito nas diferenças.
Americanas costumam ser mais independentes, isso é embutido na cultura delas desde criança. Aliás, as escolas e pais ensinam e incentivam as crianças a serem independentes desde cedo.
Os americanos são menos machistas e possuem mais objetividade em relação ao que eles querem, eles são diretos e partem para ação. Eles também são mais independentes, mas ainda assim eles participam ativamente na criação dos filhos, divisão de tarefas domésticas e etc. Não há tabu em relação a tudo isso por aqui.
Americanas costumam ser mais independentes, isso é embutido na cultura delas desde criança. Aliás, as escolas e pais ensinam e incentivam as crianças a serem independentes desde cedo.
Os americanos são menos machistas e possuem mais objetividade em relação ao que eles querem, eles são diretos e partem para ação. Eles também são mais independentes, mas ainda assim eles participam ativamente na criação dos filhos, divisão de tarefas domésticas e etc. Não há tabu em relação a tudo isso por aqui.
Fala-se muito no “estilo de vida americano”. Como você descreveria esse estilo de vida?
O estilo de vida americano é não somente ligado ao consumismo e ter um carro, casa e muitas outras amenidades e sim possuir liberdade religiosa, política e de escolha em geral. Além de muito mais oportunidades para subir de vida.
Os americanos parecem ser um dos povos mais patriotas do mundo. Você concorda? Como se justifica esse patriotismo?Sim. Eles já nascem aprendendo que o respeito à pátria é uma das coisas mais importantes e eles participam ativamente do melhoramento da comunidade deles.
Sabemos que muitos brasileiros vivem nos EUA. Qual a região onde podemos encontrar o maior número deles? Você acha uma boa ideia o contato com brasileiros para quem está fazendo intercâmbio nos EUA?

A Flórida ainda é um dos estados que mais atraem imigrantes brasileiros, particularmente o Sul do estado.
Contato com brasileiros não é uma boa ideia para aqueles que desejam estudar inglês nos Estados Unidos ou em qualquer outro país onde a língua oficial seja o inglês. Isso também vale para quem deseja estudar qualquer outro idioma. Quando o objetivo é estudar outra língua a regra é conversar com nativos da língua e não brasileiros.
Quais são as desvantagens de viver nos EUA depois dessa crise mundial? Ainda é financeiramente interessante viver naquele país?
O nível de desemprego aqui ainda é considerado significativo.
Se o brasileiro possui condições de adquirir um visto que lhe dá direito de trabalhar, estudar e de adquirir residência permanente, compensa sim, pois os Estados Unidos ainda é o país da liberdade e oportunidades.
Para saber mais sobre o blog Viver Nos EUA visite o site clicando em (LINK)
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Entrevista com a professora Carina Fragozo.
A entrevista dessa semana é com a professora CARINA FRAGOZO, que compartilhou um pouco das suas experiências e nos deu ótimas dicas.
Nessa ótima entrevista, Carina nos fala da vida profissional, das dificuldades em relação ao ensino de línguas no Rio Grande do Sul, da experiência fora do Brasil e muito mais.
Essa entrevista está muita boa. Confiram.
Poderia fazer um breve resumo de sua vida acadêmica/profissional?
Sou formada em Letras-Inglês pela PUC-RS e mestre em Linguística, com ênfase em Fonologia, pela mesma universidade. Frequentemente participo de congressos como ouvinte e como apresentadora, e sempre busco estar atualizada em aspectos do ensino e aprendizagem de Língua Estrangeira - LE. Leciono inglês há seis anos (desde os meus 17). Tenho experiência como tradutora de artigos científicos, professora de curso de línguas para todos os níveis, professora particular, professora de inglês instrumental em curso técnico, e professora de inglês para o Ensino Médio. Atualmente, leciono no Cultura Inglesa, em uma escola particular (Ensino Médio) e em aulas particulares. Porque decidiu ser professora de Língua Inglesa?
Sempre quis ser professora. Mais ou menos com 12 anos comecei a me interessar muito por músicas e filmes internacionais e acabei me apaixonando pela língua inglesa e pela cultura de países falantes da língua. Acredito que tenha nascido para isso, pois nunca tive dúvidas sobre qual caminho seguir.
Quais as dificuldades que um profissional de idiomas na região onde você atua?
A primeira dificuldade que me vem à cabeça talvez seja comum não só aqui no RS, mas em todo o Brasil. Muitos cursos de idiomas não levam em consideração a formação do profissional e contratam tanto professores com formação em Letras quanto pessoas que falam inglês, mas não possuem qualquer formação em ensino. Assim, a remuneração em muitos cursos de inglês acaba não sendo muito atrativa para quem estudou quatro anos de faculdade.
Nas escolas regulares, um grande problema é a baixa carga horária da disciplina de inglês. Onde eu trabalho, por exemplo, os alunos do Ensino Médio têm apenas um período (50 min.) de inglês por semana, o que acaba me deixando um pouco frustrada. Entretanto, destaco que para bons profissionais sempre há boas oportunidades, pois a formação em Letras abre um grande leque de possibilidades de atuação no mercado de trabalho (traduções, aulas particulares, escolas, cursos, concursos públicos, etc.).
Como você avalia sua formação acadêmica?
Tive uma formação muito forte, na PUC-RS. Quando entrei na faculdade, senti um baque com o nível de inglês dos meus colegas, que era superior ao meu. Com muita dedicação, no terceiro semestre já estava apta a ler a versão original de Hamlet, como qualquer colega. Como fiz licenciatura plena em Língua Inglesa, pude estudar de forma aprofundada a cultura, a literatura e a linguística aplicada ao inglês, com professores maravilhosos. Apesar disso, considero que minhas aulas de didática e de prática de ensino não me prepararam para a atuação profissional. Acabei a faculdade com 20 anos (faço aniversário em janeiro) e logo ingressei no mestrado, que me ensinou a ser independente, a ser pesquisadora. Os debates eram mais avançados e instigavam uma “sede” por conhecimento. Tornei-me muito mais questionadora após o mestrado.
Quais são seus planos em relação a sua vida profissional?
Pretendo estudar para obter o CPE e iniciar o doutorado em Linguística. Meu objetivo é lecionar em Ensino Superior, na Faculdade de Letras.
É fácil perceber que você é uma pessoa que ama o que faz e que procura está atualizada em relação ao ensino de Língua Inglesa. Por que você resolveu criar seu blog? De onde veio a ideia?
De acordo com as informações contidas no seu CV, você estudou na Inglaterra. Como foi essa experiência?
Estudar no exterior sempre foi um sonho. A Inglaterra sempre me encantou e, por isso, não tive dúvidas na hora de escolher meu destino. Estudei Inglês Avançado por um mês na escola Avalon, em Londres. Confesso que algumas aulas deixaram a desejar, pela falta de preparação dos professores. Aprendi principalmente vocabulário e cultura Britânica. Foi ótimo ter contato com falantes de todo o mundo.
Você ensina Inglês Instrumental para Meio Ambiente. É difícil encontrar material para preparar as aulas nessa área?
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Inglês nas placas: O inglês que nós nunca fala! #2
Essa é para exportação. Dando continuidade as postagens de placas que encontramos no nosso Brasil. Agora vamos observar que tipo de teacher está à venda no nosso país.
Nessa placa podemos ver tudo certinho, mas quando a pessoa quis colocar “home theater”, dançou feio. Ficou “home teacher” (o que é isso, professor caseiro?).
E custa alguma coisa consultar alguém antes de dá o trabalho por terminado?
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Você sabe o que quer dizer “cold shoulder” em inglês?
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Imagem inapropriada para menores de 18 anos. |
Você já viveu essa situação? Você olha para alguém bonita(o), mas essa pessoa não está nem ai para você. Essa pessoa te despreza ou finge não estar te vendo ou faz charme para te fazer ficar mais interessado nele(a)?
Pois é, em inglês, a expressão usada é cold shoulder que quer dizer indiferença; desprezo.
Leia os exemplos:
I was interested on her, but she gave me the cold shoulder.
[Eu estava interessado nela, mas ela me tratou com desprezo.]
He loves that woman, but she always gives him the cold shoulder.
[ele ama aquela mulher, mas ela sempre o trato com indiferença.]
COMENTÁRIO:
Nos tempos medievais, a comida dos criados nas casas dos nobres era carne de carneiro, especificamente do dorso ou da cernelha, shoulder, do animal. Quando o anfitrião oferecia, então, esse pedaço de carne e ainda por cima frio, para algum convidado, era sinal de que o mesmo estava sendo mal recebido e desprezado.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Entrevista com o professor Gerson Oliveira.
PROFISSÃO PROFESSOR: HISTÓRIAS DOS PROFESSORES DE LÍNGUA INGLESA.
O nosso blog tem o prazer de abrir espaço para colegas de profissão. Nessa série de entrevistas, procuramos conhecer mais sobre o trabalho realizado pelos professores desse idioma, assim como “trocar figurinhas” para melhorarmos nossas práticas enquanto educadores.
Nosso entrevistado de hoje é o professor Gerson Oliveira, um profissional que é apaixonado pelo que faz. Aqui ele faz um resumo de sua vida profissional, traçando sua trajetória no interior de uma cidadezinha do Brasil até descobrir a paixão pelo idioma que ensina.
Muito obrigado pela atenção de todos, esperamos que curtam a entrevista. Se você é professor de língua inglesa ou Espanhola e deseja participar da entrevista, entre em contato pelo nosso e-mail, brunocoriolano@zipmail.com.br
Poderia fazer um breve resumo de sua vida acadêmica?
Comecei meus estudos aos sete anos, no ano de 1996 ainda quando morava no sitio, para ser mais especifico no sitio Baixa Fechada I localizado no Vale do Apodi, numa escola de ensino infantil que há na comunidade em que vivia cujo nome é “Escola Isolada Baixa Fechada”. Como quase uma parte dos apodienses sou filho de agricultores. Aos 11 anos de idade, no ano de 2000 comecei a estudar o ensino fundamental em um colégio da zona urbana de Apodi que se chama “Escola Municipal Professora Lourdes Mota”, ainda morando no sitio, aos 15 anos, no ano de 2004 tive que mudar de colégio para cursar o Ensino Médio, fui então junto com mais dois colegas estudar em um dos colégios mais tradicionais de Apodi, a “Escola Estadual Professor Antônio Dantas”.
A grande mudança veio mesmo aos 18 anos em 2007 quando eu passei no vestibular e logo no primeiro semestre fui cursar Letras Língua Inglesa e suas respectivas literaturas na UERN no Campus central, pois tive que mudar para a casa de meus avós em Apodi e fazer diariamente de ônibus ida e volta Apodi-Mossoró-Apodi todas as noites, com exceção dos sábados e domingos, pois nesses dias ia para a casa de meus pais no sitio matar a saudade e descansar um pouco. Durante todo o meu curso sempre procurei me dedicar ao máximo. Nunca dei muita importância às notas. Para mim o que importava era o aprendizado. Consegui terminar meu curso no ano de 2010 aos 22 anos sem ficar devendo nenhuma matéria. Mesmo com pouca noção de inglês que eu tinha antes de começar o mesmo. Consegui evoluir muito durante o curso, embora não tenha conseguido fluência.
Por que escolheu inglês?
Quando estava no Ensino Fundamental não gostava muito de inglês. Durante o Ensino Médio tive uma professora de inglês que era muito legal, que se chamava: Francilene Lopes, ela mostrou para mim que aprender inglês não precisava ser uma coisa chata e enfadonha, poderia ser divertido. Eu passei a gostar de inglês a partir desse momento a ponto de começar a sonhar em fazer um curso de inglês, mal podia imaginar que um dia poderia ser professor desse idioma.
Quando e como decidiu ser professor?
No inicio da minha graduação, eu cursava apenas com o objetivo de ter um curso superior no final de um período de quatro anos, logo depois de três semestres incentivado por um de meus colegas, no ano de 2009 fiz uma seleção para professor estagiário na rede estadual de ensino (bolsista) e para a minha surpresa eu passei em 2º lugar, e dai em diante assumi uma carga horaria em duas escolas distintas uma de Ensino Fundamental e outra de Ensino Médio. Respectivamente as escolas “Escola Estadual Ferreira Pinto” e “Escola Estadual Professora Maria Zenilda Gama Torres”.
Os primeiros dias de aula foram difíceis, eu nunca tinha ministrado aulas antes e os alunos não gostavam de inglês. Ai então eu fui mostrando para eles que aprender outro idioma era possível, que as aulas de inglês podiam ser divertidas, dai em diante eu comecei a me sentir tão bem, tão seguro nas minhas aulas, que acabei conseguindo com que meus alunos não me vissem apenas como professor, mas como um amigo também. Foi ai que eu senti que tinha feito a escolha certa da minha profissão, da qual eu me orgulho muito, apesar de muitas vezes ser tão desvalorizada e descriminada. Eu só fiquei triste quando o contrato acabou no inicio de 2010. Fiquei alguns meses sem trabalho, só me dedicando ao meu curso e em Novembro de 2010 recebi uma proposta de trabalho de uma ONG aqui de Apodi Chamada “PDA Santa Cruz” que desenvolve entre outros trabalhos atividades de incentivo a leitura e proteção à criança. Eu sou uma espécie de “monitor” lá. Em abril de 2011 recebi uma proposta de um renomado cursinho pré-vestibular de Apodi, o “Cursinho Pré-Vestibular CNSC” para ser o professor de Língua Inglesa, fiquei muito feliz e confesso não esperava tanto, mesmo uma carga horaria de 2 aulas semanais. Atualmente minha vida profissional está dividida entre o trabalho na ONG e ser professor do CNSC. Gosto do meu trabalho na ONG, pois trabalho com crianças e gosto muito. Mas ser Professor Continua sendo minha Paixão, nenhuma outra profissão me proporciona a satisfação que esta me proporciona: ver alguém evoluindo através do aprendizado, assim como eu.
Como você avalia sua formação universitária?
Eu avalio de forma positiva, pois aprendi muito não só os conteúdos das disciplinas ofertadas no curso, mas também valores que fazem parte da minha personalidade e filosofia de vida, embora eu ache que ainda há muito a ser aprendido visto que na nossa profissão a nossa formação é continua, quanto mais sabemos, menos achamos que sabemos. Em suma somos eternos aprendizes.
Quais os planos para o futuro em relação à vida profissional?
Meus planos para o futuro são continuar aperfeiçoando minha formação através de especialização, mestrado, doutorado, pós-doutorado e etc... Continuar fazendo meu trabalho sempre me esforçando ao máximo e um dia quem sabe ter a chance de lecionar na academia... E poder fazer um intercâmbio assim que surgir uma oportunidade.
Arrepende-se de ter escolhido essa profissão?
Não. Acho que estou no caminho certo.
Como é sua vida em sala de aula?
É como a de qualquer professor, cheia de desafios, de alegrias, superação, tristezas, momentos tensos e difíceis, momentos únicos e belos tenho passado por tudo isso durante minha breve atuação.
Quais os maiores desafios para alguém que deseja ser professor de inglês na região onde você mora?
Primeiramente, a falta de interesse por parte da maioria dos alunos que dizem que não é capaz de aprender outra língua. Em segundo lugar a escassez de oportunidades para o exercício da profissão, e por ultimo e não menos importante, a falta de infraestrutura para que o professor possa realizar suas atividades de forma plena.
Quem infraestrutura você se refere?
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
ENTREVISTA: ROBSON ANTUNES.
Dando continuidade as nossas entrevistas, temos o prazer de anunciar que a entrevista dessa semana é com um estudante de idiomas. Robson Antunes fala da vida acadêmica, das dificuldades de se estudar o idioma e faz uma avaliação da situação do inglês no país.
Como você avalia o ensino de inglês no Brasil?
| Campus Avançado de Pau dos Ferros - CAMEAM. |
O ensino de inglês no Brasil é bom para as pessoas que podem desembolsar e financiar o estudo do idioma em uma instituição privada, pois a maioria das escolas de nível básico, fundamental e médio da rede publica, não oferece e nem exige do estudante, devido a isso todos os campos básicos do idioma (interpretação de texto, pronuncia, vocabulário, gramática) de um aluno é fraco.
Por que você começou a estudar inglês?
Eu comecei estudar inglês por questões pessoais, admiração, e fico realizado quando leio algo em inglês que eu consigo ter a percepção lógica do tal assunto.
Você acredita que apenas com o diploma universitário o aluno de Letras está preparado para lecionar o idioma?
Sim, pois o graduando do curso de letras tem todo preparo para por em prática seus conhecimentos adquiridos na vida acadêmica, porem para ter mais credibilidade na profissão, os professores devem ir além do preparo acadêmico, tem que buscar novas fontes de estudos e conhecimentos da linguagem do idioma para enriquecer a profissão em que atua.
Como você avalia a qualidade dos profissionais desse idioma?
Essa é relativa, pois depende da qualificação, e responsabilidade de cada professor. Hoje tenho o professor Janílson José dos Santos da (UERN – CAMEAM) que me surpreende a cada aula com sua dedicação e atenção particular com os alunos que não estão no nível da sala.
Eu estudo esse idioma há pouco tempo. Minha primeira aula de inglês foi em 2008 quando estava em cursinho preparatório para o vestibular e em 2009 fiz um curso básico do idioma com duração de seis meses. Ainda tenho muitas dificuldades, mas tento superá-las. O meu objetivo relacionado ao idioma é a realização de um sonho pessoal ser fluente em inglês, ser bilíngue e através da linguagem e do idioma sou convicto que várias oportunidades me aparecerão.
Como faz para estudar esse idioma?
Meu maior desafio e tentar achar tempo, pois o trabalho toma maior parte do tempo que preciso, mas eu procuro estudar através das aulas da faculdade, internet, vendo algumas dicas de sites, inclusive o seu; vejo filmes, ouço músicas, sempre busco explorar e aumentar meu vocabulário, a noção de interpretação, a fonética...
Na região onde mora é fácil estudar inglês?
Não, pois onde moro não há um ensino de qualidade do idioma e também não há curso de línguas para oferecer as que se interessam.
Você acredita que o ensino de espanhol nas escolas públicas do nosso país vai prejudicar o ensino de inglês?
Sim, porque o espanhol é um idioma que se assimila ao português, assim sendo mais atraente para os alunos por ter uma percepção mais lógica devido ao mesmo.
Já passou por alguma situação embaraçosa por causa de problemas na comunicação em relação à língua inglesa?
Sim, não que seja um problema, mas a situação atual em minha sala eu me vejo inferior a alguns colegas, fico inibido inseguro quando tento por em prática os meus conhecimentos sobre o inglês.
Você acha que o mandarim vai “tomar” a posição do inglês como língua franca?
Não, o inglês é uma língua cobiçada por muitas nações. Ela sendo a linguagem “franca mundial” e o EUA sendo a primeira potência mundial. Acredito que ela ainda vai ser a preferida e cobiçada por muitos estudantes de idiomas.
Se você gostou dessa entrevista, vai gostar dessa também. Iramaia Loiola
Se você gostou dessa entrevista, vai gostar dessa também. Iramaia Loiola
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