Poucas palavras:

Blog criado por Bruno Coriolano de Almeida Costa, professor de Língua Inglesa desde 2002. Esse espaço surgiu em 2007 com o objetivo de unir alguns estudiosos e professores desse idioma. Abordamos, de forma rápida e simples, vários aspectos da Língua Inglesa e suas culturas. Agradeço a sua visita.

"Se tivesse perguntado ao cliente o que ele queria, ele teria dito: 'Um cavalo mais rápido!"

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domingo, 24 de julho de 2016

Entrevista com a professora Vivian Reis






Poderia fazer um breve resumo de sua vida acadêmica/profissional?

Tenho Licenciatura em Letras Português/ Inglês e Bacharelado em tradução e intérprete.  Sou professora de Inglês, intérprete, tradutora e professora de Português para estrangeiros. Sou pós-graduada em Educação e pós-graduada em Língua Inglesa. Estudei no Canadá (Toronto). Tenho certificado de conclusão de estudo na escola International Language Academy of Canada.

Tenho certificado de vários cursos e minicursos na área de Educação e Língua Inglesa, tais como: encontros científicos, semana linguística e etc. Tenho certificado do curso de ensino de Português como língua estrangeira. Ministrei uma palestra no Congresso Nacional de Inglês online (tema: Superando as dificuldades no Inglês); ministrei outra palestra no Seminário Nacional da Língua Inglesa online (tema: Treinamento de pronúncia e sotaque no Inglês). 

Fui voluntária dos Amigos das Américas. Já ensinei conversação de Inglês para professores iniciantes na área. Já ensinei em várias escolas de idiomas.  Fiz o minicurso “Arte de contar histórias”, porque acredito que é muito interessante o professor fazer também cursos relacionados a arte, pois acho de suma importância sermos criativos, dinâmicos, diferentes. Relacionado a arte, também fiz oficina de Clown e oficina de teatro, que me fez apresentar várias vezes no Teatro Alberto Maranhão (Natal/RN) e Teatro da cultura Popular.  Eu agrego a arte às minhas aulas de alguma maneira. 

Tenho certificado em todos os cursos que fiz sobre arte. Uso o teatro na sala de aula, como forma de aprendizagem da língua Inglesa.  Ensino Inglês desde 1998. Comecei a ensinar em um curso de Inglês quando eu era uma menina, logo após eu ter feito o TOEFL e a prova PROFICIENCY na Língua Inglesa. Passei na prova e entrevista e me deram essa chance mesmo sendo nova, por demonstrar amor a língua e desejar crescimento na área.




Por que decidiu ser professora de Língua Inglesa?

Minha mãe é professora. Deve ter me influenciado em algum aspecto, pois eu ia nas suas aulas, corrigia suas provas e observava seus passos em relação ao ensino. Minha brincadeira favorita aos 7 anos, era ensinar para minhas bonecas e cachorrinhas. Minha mãe tinha um quadro na garagem, eu coloca algumas cadeiras e chamava minhas três cachorras. Como elas já estavam acostumadas, subiam nas cadeiras.  Juro que elas prestavam atenção (risos). As levava para o quadro e colocava o giz na pata de cada uma para escrever algo. Afinal, como cheguei ao Inglês? Pedi para minha mãe me matricular em um curso de Inglês regular, com o objetivo de traduzir minhas fitas VHS do Michael Jackson, que eram todas originais. Queria saber o que meu ídolo falava nas entrevistas para conhecê-lo melhor. Entrei no curso, me tornei uma excelente aluna. Tinha professores brasileiros e americanos, nessa escola que tanto amava. Meus professores me diziam: “graças a Michael vocês está aqui”. Essa escola me incentivava bastante, meus professores eram excelentes. Todo esse ambiente me fez ficar cada vez mais apaixonada pela língua, ao ponto de eu sair de lá querendo ser professora de Inglês. Eu costumava dizer para meus professores: “um dia vou ser professora de Inglês como vocês ”. Na formatura do curso, fui a oradora da escola.

Quais as dificuldades que um profissional de idiomas na região onde você atua?

Eu atuo em Natal/ RN. Aqui só tem dificuldades! Se o professor não tiver amor pela profissão, ele desiste.  97% das escolas de idiomas, contratam professores que não são graduados em Letras. São muitos médicos, engenheiros, advogados, dentistas, todos sendo professores.  Se pelo menos fossem formados em Pedagogia, mas nem isso.

Muitos fazem intercâmbio, e voltam se candidatando para [o cargo de] professores de Inglês. O problema é que professor de Inglês em natal se tornou um bico. Muitos se formam e não conseguem emprego na área, então como falam Inglês, entram na área de ensino.

Ser professor requer muito estudo, noites em claro e amor. Eu não vou exercer o papel de engenheira, nem de médica, muito menos de advogada, porque não estudei para isso. Cada um no seu lugar. Muitas vezes as escolas de idiomas preferem até um profissional que não tenha muita qualificação, porque podem pagar pouco e manipulá-los. Outra dificuldade, é que alguns professores de Natal, são pedantes. Se acham “a última bolacha do pacote”. Estão sempre no pedestal, formais e desejam ser louvados. Pôxa, pessoal! Vamos descer desse pedestal?

Por que toda essa pose e formalidade? São os “William Bonner e Fátima Bernardes” do ensino. Professor não combina com isso. Professor deve ser natural, informal, amigo, descontraído. Ainda bem que meus colegas de trabalho atualmente, são maravilhosos. 




Como você avalia sua formação acadêmica?

Acredito que tenha sido ótima. O curso de Letras que fiz foi maravilhoso e não escolheria outro. Mas isso vai de pessoa para pessoa. Tem gente que leva a faculdade na brincadeira e acaba recebendo o diploma sem mérito. Sempre fui ótima aluna, estudiosa, criativa e perseverante. No meu caso, valeu muito a pena. Óbvio que me aperfeiçoei com outros cursos e com minha experiência em sala de aula. O curso de Letras é excelente para quem vai fundo, corre atrás e tem responsabilidade de estudar além da sala de aula.  Já entrei no curso de Letras falando inglês.

O curso de Letras não ensina inglês. Ele aprimora o Inglês de quem já sabe e te prepara para ser um excelente professor, ensinando metodologia, didática e etc. Sou apaixonada pelo meu curso.

Quais são seus planos em relação a sua vida profissional?

Meu plano em um futuro bem distante, é abrir meu próprio curso de inglês, com um método criado por mim. Tenho muitas ideias. Seria algo completamente diferente das escolas de idiomas atuais. Pode ter certeza disso.





Como aprendeu inglês? Usou alguma técnica que você considera realmente efetiva? Falando em técnica, você tem alguma preferência por método ou abordagem?

Como falei anteriormente, aprendi fazendo curso de Inglês. Mas eu estudava por conta própria também. Como naquela época não tinha DVD, eu alugava fitas VHS, assistia os filmes com legenda em Português e depois cobria as legendas com fita adesiva, para eu apenas treinar o Listening.

Fazia isso repetidas vezes. O primeiro filme que consegui entender inteiro foi “O Anjo Malvado” com Macaulay Culkin. Existiam poucos recursos na época. Ou se estudavam por filmes, ou por música. Não funcionou comigo aprender através de música, só filmes e séries funcionaram. Hoje em dia é mais fácil. Ministrei uma palestra online falando sobre isso. É muito extenso, por isso é complicado escrever tudo aqui. Mas é basicamente isso, estudar inglês através de séries. Estudar profundamente as falas dos atores, até as expressões faciais e corporais de cada frase da série. Sendo assim, o listening, speaking, reading, writing, pronúncia e até o sotaque melhorarão muito!

Não tenho preferência por abordagem. É importante estudar todas as abordagens, mas acredito que a melhor abordagem para mim, se chama “minha intuição”. Cada sala de aula é uma experiência diferente, cada aluno aprende de uma maneira diferente.  Eu acredito por exemplo, que a melhor maneira de aprender inglês é através do teatro. Isso funciona para todas as idades, todos os níveis e todas as pessoas. Além de melhorar o inglês, os alunos perdem a timidez e o medo de falar Inglês. Escrevi um artigo sobre o teatro como estratégia de ensino.

Sobre as abordagens de ensino, acredito que todas poderiam ser utilizadas de alguma maneira na aula. Gosto da “Communicative Approach”. Mas não existe a melhor abordagem. Temos que usar o nosso sexto sentido em relação a realidade de cada aluno.



Já viveu alguma situação bastante inusitada em sala de aula? Poderia compartilhar conosco?

Minha experiência maior é com jovens e adultos, mas também tive situações engraçadas quando ensinei para crianças. Uma delas pediu para eu morar com ela. Chamou a mãe para me apresentar e pediu para ela me levar. A menina queria que eu entrasse no carro pra me levar embora.

Um menino de uns 7 anos, veio até a mim com uma carinha de safado e disse “professora, você é gostosa”. Imagina eu explicando para uma criança de 7 anos, que eu era a professora dele, que isso era desrespeito e blá, blá, blá...

Na minha turma de jovens, quando entrei na sala, me pediram para sentar. Quando sentei, uma das minhas alunas se levantou e disse que ia interpretar a professora Vivian. Eu amei!

Um americano recém-chegado do Texas, foi contratado por uma escola que trabalhei. Ele assistiu várias aulas minhas pra pegar o jeito de ensinar, já que nunca tinha ensinado antes e não tinha formação na área.  Ele assistia só as minhas aulas, porque os outros professores faziam cara feia. Depois dele assistir umas 10 aulas minhas seguidas, ele me disse “estou aprendendo muito com você. Muita coisa que você falou eu nem sabia que existia, e muita coisa que você falou eu usava de forma errada. Sou americano, minha língua materna é o Inglês. Mas muita coisa da língua estou aprendendo com você, inclusive como ser professor”. Fiquei pasma e ao mesmo tempo feliz. O tempo passou, e nos tornamos amigos. Então, o convidei para participar de um seminário que ministrei na universidade. Depois da minha apresentação, fiz uma entrevista com ele para o público ouvir.

No começo desse ano, estava ensinando para minha turma do Intermediate 1, quando de repente sofri um acidente na sala. Na hora foi ruim, mas hoje em dia até rio. Quando eu virei as costas para colocar o CD, uma das minhas sandálias arrebentou e uma taxa grande que prendia a tira da sandália, entrou quase toda no meu pé. Na hora não senti dor, só um incômodo. Sentei e verifiquei a sola do pé, então vi aquela coisa enfiada no meu pé. Meus alunos: “Eu arranco, professora, eu arranco!”  E eu dizendo “ Não!  Vai doer e sangrar, ai meu Deus!”. Depois desse-tira-e-não-tira, tomei coragem e tirei. Fiquei descalça no trabalho, fui lavar o pé e depois disso fui direto ao posto tomar a vacina antitetânica.




Como você avalia o ensino de Língua Estrangeira no Brasil? É satisfatório?

Horrível! Começando pelas escolas, que só se prendem nos aspectos gramaticais da língua e compreensão textual. Os alunos não têm nenhuma chance de treinar o listening e o speaking. Estão tão acostumados com esse sistema, que estranham quando um professor tenta mudar esse paradigma de ensino. O inglês se torna algo tedioso, muito fácil de se passar, porque eles ficam vendo o mesmo conteúdo várias vezes. Não se dedicam, porque não acham importante e assim vão levando. Os alunos realmente que se preocupam vão procurar um curso de idiomas, para aprender a falar. Coisa que não era para existir.  Se as escolas oferecessem um excelente ensino de língua inglesa, abordando todas as habilidades, não seria necessário ter escolas de idiomas. Muitas escolas não valorizam os professores, não dão a eles recursos para trabalharem, alguns até gastam do seu próprio salário para melhorar suas aulas.

Muitos cursos de inglês atualmente, valorizam mais o método que o professor. O professor se torna apenas o instrumento para passar aquele método que eles acreditam ser o certo. Muitos têm pouca liberdade para criar na sala, outros não têm nenhuma liberdade. O professor tem que seguir aquele método robotizado, onde perde sua identidade. Seguir regra, todos têm que seguir, mas serem robôs é outra coisa. Por isso, muitas vezes preferem professores inexperientes ou sem qualificação na área. Afinal, se eles têm pouca experiência e nenhuma qualificação, vai ser fácil eles obedecerem esse método engessado sem contestarem. Isso acontece com algumas franquias. Já os cursos não franquiados, o professor tem liberdade e exigem mais a formação do professor. O professor deve ser ouvido com atenção pela direção, deve ter espaço para dar suas opiniões e sugestões, pois não existe ninguém que conheça os alunos mais que ele na escola.

Como é o seu relacionamento com os outros colegas de profissão, costuma falar sobre o assunto com outros professores?

Meu relacionamento com eles é ótimo. Trocamos experiência e falamos também sobre a situação do ensino atualmente.

O que você não faria na sua vida profissional, caso pudesse voltar no tempo?

Comecei minha carreira quando era adolescente. No primeiro curso que trabalhei, fiz uma besteira. Avisei a coordenadora que ia levar meus alunos para assistir um filme no cinema. Eles queriam ver um determinado filme. Para agradá-los, aceitei. Então, compramos o ingresso desse filme. Quando iniciou o filme, era um filme de comédia com cenas picantes. Fiquei muito constrangida. Nenhum pai reclamou, mas me senti mal. Depois desse dia, aprendi que temos que ver o conteúdo antes de mostrar para os alunos. Se eu voltasse no tempo, jamais faria isso. Coisa de menina iniciando a carreira. (risos)

Qual foi o grande momento da sua vida profissional até o momento?

Não tenho “ o grande momento”. Considero grandes momentos, todos que vejo o retorno dos meus alunos. Quando os vejo se tornaram professores de inglês por causa de mim, fazendo Letras por causa de mim, isso é maravilhoso. Nada como ver também um aluno que odiava inglês, passando a amar inglês por causa de mim. Muito gratificante...

Alunos chorando quando precisei sair da empresa, para fazer uma capacitação de professores, falando que nunca mais terão um professor como eu. Alunos soltando frases na aula do tipo: “agora sim estou aprendendo inglês” ou “já acabou a aula? Por que quando a aula é boa o tempo passa tão rápido?”

Tive uma aluna especial na sala. A mãe dela entrou na minha aula, e disse que a minha aula era a única que a fazia ficar feliz, que eu era a única professora que a tratava bem. Nas aulas que ela tinha na escola, ela ficava séria, com a cabeça baixa e triste o tempo todo. Na minha ela sorria e queria participar. O retorno dos meus alunos, notar que eles estão aprendendo, o carinho, o abraço, o beijo, os bilhetinhos, as frases de carinho no quadro, os presentinhos inesperados, que fazem a minha profissão ter grandes momentos.

Você gostaria de deixar alguma mensagem para os leitores desse blog?

PARA OS ALUNOS:

Pessoal, inglês não é mágica. Não acreditem em certos métodos na internet que prometem milagres, e também aqueles que existem em alguns lugares.  Escolha um curso que é mais a cara de vocês. Mas se dediquem. Não adianta ir ao curso duas vezes por semana e abandonar tudo quando chegar à casa. Assistam séries por diversão, mas também com o objetivo de estudar. Anotem todas as palavras novas que encontrarem e repitam elas várias vezes em voz alta. Assistam filmes e imitem os atores. Gostam de músicas? Ouçam e cantem com o cantor. Divirtam-se com o inglês, brinquem com ele. Quando passarem a enxergar o Inglês como algo divertido, tudo vai fluir com mais naturalidade. 

PARA OS PROFESSORES:

Sejam criativos, dinâmicos e bem-humorados. Coloquem-se no lugar dos seus alunos. Como será que você gostaria que suas aulas fossem se estivesse no lugar deles? Você pode ensinar o que quiser, do fácil ao difícil, de uma maneira prazerosa e dinâmica. Não importa a idade dos seus alunos, todos aprendem inglês com facilidade quando estão inseridos em um contexto divertido.

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

[FALSE FRIENDS/ FALSOS COGNATOS] VOCÊ SABE O QUE SIGNIFICA “PROFESSOR” EM INGLÊS?



Essa é uma daquelas palavras que pode causar um pouco de confusão. Sim, “professor” significa professor em português, mas não no sentido geral. Nesse caso, nós usamos “teacher”, pois “professor” é usado no sentindo de professor de nível universitário.


Exemplos:

He is a very good professor. He works at Harvard University.
[Ele é um bom professor universitário. Ele trabalha na universidade de Harvard.]

Julio is a high school teacher.


Lembro que independe da disciplina ensinada. Tanto “teacher” quanto “professor” são usados para Língua Inglesa; Química, Física.. Nesse caso, colocasse a disciplina como um adjetivo para qualificar o professor.

Fica ai mais uma dica do blog. Esperamos que vocês tenham gostado. Se for possível, pedimos que comentem. Deixem suas opiniões sobre essa postagem. 

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Vibrações positivas. Esse ano vai ser muito bom.



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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Entrevista com a professora Vanessa Prata.




A entrevista dessa semana é com a professora, jornalista e tradutora, Vanessa Prata. Nesse bate papo, ela faz um breve resumo da vida profissional e dos diversos cursos feitos para se aprimorar no ensino da Língua Inglesa; das aulas particulares e das dificuldades que o professor enfrenta no seu dia a dia.
Vanessa tem um blog (www.teachervanessaprata.blogspot.com) onde ela posta várias dicas e conteúdos interessantes sobre a língua inglesa. Boa leitura and let's go!
Poderia fazer um breve resumo de sua vida acadêmica/profissional?
Sou formada em Comunicação Social pela Faculdade Cásper Líbero (2002), pós-graduada em Tradução, pela Unibero-Anhanguera (2011), e tenho os certificados CPE, TKT e Icelt, da Universidade de Cambridge. 
Sou professora de inglês desde 1999, já tendo passado por escolas de idiomas como CNA, Seven, Wizard e SENAC e, atualmente, trabalho na Companhia de Idiomas e dou aulas particulares. Atuo também como jornalista e, eventualmente, faço traduções e revisões.


Porque decidiu ser professora de Língua Inglesa?
Foi um processo natural após alguns anos de estudo da língua, quando percebi que gostava muito de inglês e que gostaria de manter contato com o idioma após terminar o curso.
Comecei dando aulas aos 19 anos na mesma escola em que estudei e não parei mais, mesmo conciliando o trabalho de professora com o de jornalista. Inicialmente imaginava que seria um emprego temporário, enquanto estava na faculdade, mas se tornou uma carreira.
Você disse que, eventualmente, faz traduções. Por que escolheu “tradução” para estudar e como é trabalhar nessa área? Não toma muito tempo?
Quis fazer um curso de tradução justamente para conhecer melhor a área, já que sou formada em Comunicação Social e não em Letras ou Tradução. Fiz alguns trabalhos apenas, até por falta de tempo, pois me divido entre as aulas e o jornalismo, mas este ano traduzi um livro técnico de instrumentação cirúrgica. Pela falta de experiência e prática, acabo demorando mais do que tradutores “profissionais”, claro.  
Você trabalhou em diversas escolas de idiomas diferentes. Tem alguma preferencia por algum método? Wizard e SENAC, por exemplo, têm métodos completamente diferentes.
Cada escola tem sua metodologia, mas é difícil afirmar que uma é melhor do que a outra; elas são diferentes, mas todas podem trazer bons resultados. Cada aluno tende a se identificar mais com uma escola ou metodologia, mas sempre é possível aprender, desde que haja dedicação da parte do aluno e do professor.
Estudei no CNA e gostava muito das aulas, porém conheço pessoas que não se identificaram, assim como outros alunos não se adaptam ao método da Wizard ou da Cultura Inglesa ou de qualquer outra escola. No geral, a tendência é que cada vez mais o foco seja na abordagem comunicativa.
Como é a professora Vanessa em sala de aula? Já passou por alguma situação embaraçosa?
Gosto muito de trabalhar com recursos variados, como vídeos, músicas, textos extras, sites etc. Sou amigável e flexível, mas tenho uma postura séria, não faço o tipo “professora engraçada”. Muitas vezes acontecem algumas coisas, como CD ou DVD não funcionarem (mesmo que você tenha testado antes), nos esquecermos de uma palavra em inglês mais “básica” ou mesmo alunos fazerem piadas em cima de algo que você estava explicando, mas são coisas normais numa sala de aula, não me lembro de algo muito mais “embaraçoso”.

Quais as dificuldades que um profissional de idiomas encontra na região onde você atua? 

Central Park - New York City.
Como em qualquer área, temos que estar sempre estudando e nos atualizando, pois o mercado exige cada vez mais qualificação profissional. A concorrência para trabalhar nas melhores escolas é sempre grande, embora, no momento, a demanda por professores de inglês esteja em alta, havendo oportunidades para muitos profissionais.

No dia a dia, as dificuldades estão em conciliar horários, enfrentar horas no trânsito ou em transporte público para se deslocar de uma escola ou de uma empresa para outra e conseguir ter estabilidade financeira, pois, muitas vezes, professores ganham apenas por hora-aula dada, e devem se precaver com relação às faltas de alunos, férias, cancelamentos etc.

“A demanda por professores de inglês está em alta”. Por quê?
Londres - Inglaterra. 
Cada vez mais as pessoas estão percebendo que falar inglês não é mais um diferencial, mas uma necessidade para entrar no mercado de trabalho e se manter nele. A perspectiva de eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas que serão realizadas aqui também estimula o interesse em aprender inglês. Além disso, muitos pais estão colocando os filhos cada vez mais cedo para estudar o idioma. Assim, o mercado está constantemente precisando de (bons) professores de inglês.
Existem vantagens em aulas particulares? Os alunos sempre comparecem? Existe uma regularidade nas aulas ou os mesmos apenas te procuram quando é véspera de alguma prova?
A principal vantagem da aula particular para o professor é o valor da hora-aula, evidentemente, sempre superior ao que é pago nas escolas. Por outro lado, numa escola a estabilidade é maior, pois dificilmente um grupo vai parar de fazer aulas de uma hora para outra, o que é mais comum acontecer com alunos particulares. Além disso, como professor particular, você é autônomo, sem os direitos (e deveres) de um profissional registrado. A flexibilidade de horário também tem vantagens e desvantagens. Ao mesmo tempo em que você consegue fazer outras coisas no dia a dia, muitas vezes precisa ficar “enrolando” entre uma aula e outra.
Hoje, muitos executivos estão optando por aulas particulares, devido à maior flexibilidade que esse tipo de curso oferece. No meu caso, raramente dei aulas de reforço, com foco apenas em provas, mas certamente existe esse tipo de aluno também.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Entrevista com a professora Carina Fragozo.



A entrevista dessa semana é com a professora CARINA FRAGOZO, que compartilhou um pouco das suas experiências e nos deu ótimas dicas.

Nessa ótima entrevista, Carina nos fala da vida profissional, das dificuldades em relação ao ensino de línguas no Rio Grande do Sul, da experiência fora do Brasil e muito mais.
Essa entrevista está muita boa. Confiram.

Poderia fazer um breve resumo de sua vida acadêmica/profissional?

Sou formada em Letras-Inglês pela PUC-RS e mestre em Linguística, com ênfase em Fonologia, pela mesma universidade. Frequentemente participo de congressos como ouvinte e como apresentadora, e sempre busco estar atualizada em aspectos do ensino e aprendizagem de Língua Estrangeira - LE. Leciono inglês há seis anos (desde os meus 17). Tenho experiência como tradutora de artigos científicos, professora de curso de línguas para todos os níveis, professora particular, professora de inglês instrumental em curso técnico, e professora de inglês para o Ensino Médio.  Atualmente, leciono no Cultura Inglesa, em uma escola particular (Ensino Médio) e em aulas particulares.

Porque decidiu ser professora de Língua Inglesa?

Sempre quis ser professora. Mais ou menos com 12 anos comecei a me interessar muito por músicas e filmes internacionais e acabei me apaixonando pela língua inglesa e pela cultura de países falantes da língua. Acredito que tenha nascido para isso, pois nunca tive dúvidas sobre qual caminho seguir.

Quais as dificuldades que um profissional de idiomas na região onde você atua?

A primeira dificuldade que me vem à cabeça talvez seja comum não só aqui no RS, mas em todo o Brasil. Muitos cursos de idiomas não levam em consideração a formação do profissional e contratam tanto professores com formação em Letras quanto pessoas que falam inglês, mas não possuem qualquer formação em ensino. Assim, a remuneração em muitos cursos de inglês acaba não sendo muito atrativa para quem estudou quatro anos de faculdade.

Nas escolas regulares, um grande problema é a baixa carga horária da disciplina de inglês. Onde eu trabalho, por exemplo, os alunos do Ensino Médio têm apenas um período (50 min.) de inglês por semana, o que acaba me deixando um pouco frustrada. Entretanto, destaco que para bons profissionais sempre há boas oportunidades, pois a formação em Letras abre um grande leque de possibilidades de atuação no mercado de trabalho (traduções, aulas particulares, escolas, cursos, concursos públicos, etc.).

Como você avalia sua formação acadêmica?

Tive uma formação muito forte, na PUC-RS. Quando entrei na faculdade, senti um baque com o nível de inglês dos meus colegas, que era superior ao meu. Com muita dedicação, no terceiro semestre já estava apta a ler a versão original de Hamlet, como qualquer colega. Como fiz licenciatura plena em Língua Inglesa, pude estudar de forma aprofundada a cultura, a literatura e a linguística aplicada ao inglês, com professores maravilhosos. Apesar disso, considero que minhas aulas de didática e de prática de ensino não me prepararam para a atuação profissional.

Acabei a faculdade com 20 anos (faço aniversário em janeiro) e logo ingressei no mestrado, que me ensinou a ser independente, a ser pesquisadora. Os debates eram mais avançados e instigavam uma “sede” por conhecimento. Tornei-me muito mais questionadora após o mestrado.

Quais são seus planos em relação a sua vida profissional?

Pretendo estudar para obter o CPE e iniciar o doutorado em Linguística. Meu objetivo é lecionar em Ensino Superior, na Faculdade de Letras.

É fácil perceber que você é uma pessoa que ama o que faz e que procura está atualizada em relação ao ensino de Língua Inglesa. Por que você resolveu criar seu blog? De onde veio a ideia?

Como leciono inglês instrumental para informática, procurei artigos que mencionassem o uso de tecnologias nas aulas de língua estrangeira. Encontrei um artigo na revista Disal que falava sobre um projeto de ensino envolvendo a criação de blogs. Criei o meu no início deste ano como um meio de me acostumar com a ideia para então aplicar o projeto com os alunos. Até agora, não realizei o tal projeto que me inspirou a criar o blog, mas estou “viciada” em procurar informações interessantes para postar. Aprendo muito ao pesquisar para publicar dicas de pronúncia, de vocabulário, de gramática e de viagem. Também gosto de compartilhar minhas ideias de projetos e de atividades, e sempre exponho os melhores trabalhos dos meus alunos (eles ficam orgulhosos!). Fico feliz quando um professor que nem conheço me escreve para dizer que se interessou pela minha ideia e irá aplicá-la com seus alunos!

De acordo com as informações contidas no seu CV, você estudou na Inglaterra. Como foi essa experiência?

Estudar no exterior sempre foi um sonho. A Inglaterra sempre me encantou e, por isso, não tive dúvidas na hora de escolher meu destino. Estudei Inglês Avançado por um mês na escola Avalon, em Londres. Confesso que algumas aulas deixaram a desejar, pela falta de preparação dos professores. Aprendi principalmente vocabulário e cultura Britânica. Foi ótimo ter contato com falantes de todo o mundo.

Você ensina Inglês Instrumental para Meio Ambiente. É difícil encontrar material para preparar as aulas nessa área?

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

PROFISSÃO PROFESSOR: HISTÓRIAS DOS PROFESSORES DE LÍNGUA INGLESA.


O nosso blog tem o prazer de abrir mais uma vez espaço para colegas de profissão. Nessa série de entrevistas, procuramos conhecer mais sobre o trabalho realizado pelos professores desse idioma.

A entrevistada de hoje é com a professora Iramaia Loiola, uma profissional que é apaixonada pela língua inglesa e que começou a trabalhar com esse idioma como assistente de um antigo professor, aos 14 anos, até seguir no mesmo caminho do mestre. Hoje se dedica ao estudo da língua e a compartilhar diversos pontos do idioma de Shakespeare através do blog English – it’s now or never!

Muito obrigado pela atenção de todos, esperamos que curtam a entrevista. Se você é professor de língua inglesa ou Espanhola e deseja participar da entrevista, entre em contato pelo nosso e-mail, brunocoriolano@zipmail.com.br


1. Poderia fazer um breve resumo de sua vida profissional?

Sou formada em Letras. Lecionei em uma escola particular da minha cidade, Itararé, logo que me formei. Foi uma experiência curta de quase dois anos. Lecionava para crianças. Depois desse período não mais me dediquei à licenciatura. Somente há dois anos resolvi voltar a dar aulas. Dessa vez em uma escola de inglês na cidade em que resido atualmente, Itu. Também por dois anos.

2. Quando e como decidiu ser professora?

Decidi pela profissão de professor, pois sempre gostei muito de inglês. Fui e sou apaixonada pela língua.

3. Por que escolheu lecionar inglês?

Porque sempre gostei e acho que tinha alguma facilidade de aprendizado. Meu primeiro emprego foi oferecido pelo meu professor de inglês da época. Eu estava com 14 anos. Pude frequentar o curso gratuitamente e trabalhei como secretária dele dos 14 aos 17 anos. Gostava do clima da escola, admirava meu professor. E o inglês como já disse, é uma paixão. Acho que foram alguns fatores que me levaram à escolha dessa profissão.

4. Quais os maiores desafios para alguém que deseja ser professor de inglês na região onde você mora?

Lidar com pessoas que sabem que precisam aprender o inglês por motivos de trabalho ou qualquer outro e nem assim conseguem se motivar. Adolescentes desmotivados e crianças indisciplinadas. Não tive uma experiência em escolas públicas, porém todos sabem da situação precária em que se encontram professores de toda e qualquer matéria. Falta infraestrutura, ferramentas de trabalho, sem contar os salários baixíssimos. Esses sim são desafiados diariamente e alguns bravamente resistem a todos esses fatores negativos.


5. Quais os planos para o futuro em relação à vida profissional?

Penso antes de tudo em me aperfeiçoar para poder oferecer uma melhor qualidade em minhas aulas. Então atualmente nem estou lecionando e me dedico inteiramente aos meus estudos. O objetivo agora é me preparar para o CAE (Certificate in Advanced English), exame de proficiência na língua inglesa.


6. Qual a importância de aprender uma língua estrangeira hoje em dia?

Comunicação. Se você quer ou precisa se comunicar com o mundo, fale inglês.

7. Como é sua vida em sala de aula?

Como mencionei, não estou mais em sala de aula. Durante minha experiência, nessa escola particular da minha cidade, procurei fazer o meu melhor. Buscava sempre motivá-los com novidades pesquisadas principalmente através das redes sociais. Lia desde técnicas de ensino para cada faixa etária até melhores práticas de ensino. Aproveitei muito o material compartilhado pelo pessoal envolvido com educação no Twitter. Uma coisa que sempre fiz foi mostrar a eles o maravilhoso mundo virtual para quem quer se aventurar a estudar sozinho ou ainda complementar os estudos em sala de aula.

8. Conte alguma situação inusitada vivida em sala de aula.

Gosto muito de música. Estava ensinando um ponto da gramática do inglês que era ordem dos adjetivos na frase. Cantarolei uma música do Black Eyed Peas que estava fazendo sucesso na época, usando uma parte do que eu estava ensinando. Um aluno riu (gosto muito quando consigo fazer isso) e aí disse a todos eles que faria uma paródia do tema que eu estava ensinando, usando aquela música. E fiz. Foi um sucesso. Nos divertimos muito.

9. Muito obrigado pela participação. Qual mensagem você deixaria para as pessoas que estudam ou ensinam a língua inglesa?

Para os que ensinam, façam isso com amor. Somente assim o trabalho será bem feito. E estejam sempre se atualizando, buscando coisas novas, participando dos chats sobre como ensinar inglês. O Twitter é uma ferramenta poderosa para isso. Bom, já viram que sou fã, não é?

E para os que precisam do inglês. Comecem. Um pouco todos os dias. Estudem, envolvam-se com a língua. Mais cedo ou mais tarde, vocês vão precisar. Se o teu trabalho hoje em dia não exige uma segunda língua, pode exigir no futuro. Ou ainda, amanhã a tua empresa pode ser outra e aí você vai precisar do inglês para ontem. Mas a péssima notícia é que ninguém dorme e acorda falando outra língua. Deixe a oportunidade te encontrar preparado. 
Muito obrigada pela oportunidade na entrevista.

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Para todos que desejarem entrar em contato com a professora Iramaia Loiola, eis o seu Twitter ou pelo blog: English – it´s now or never! 
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Se você gostou dessa postagem, poderá gostar dessa outra entrevista também. Professor Jean Carlos.