Poucas palavras:

Blog criado por Bruno Coriolano de Almeida Costa, professor de Língua Inglesa desde 2002. Esse espaço surgiu em 2007 com o objetivo de unir alguns estudiosos e professores desse idioma. Abordamos, de forma rápida e simples, vários aspectos da Língua Inglesa e suas culturas. Agradeço a sua visita.

"Se tivesse perguntado ao cliente o que ele queria, ele teria dito: 'Um cavalo mais rápido!"

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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

ENTREVISTA COM MAI REINHARDT




Poderia fazer um breve resumo de sua vida acadêmica/profissional?

Sou formada em letras/tradução pelo Mackenzie – SP. Tenho licenciatura em Inglês, Francês e Português. Sou mestre em linguística aplicada também pela mesma universidade. Possuo CAE, FCE, TOEFL e DELF, além disso tenho CELTA e outros cursos extras.

Por que decidiu ser professora de Língua Inglesa?

Porque eu sempre me encantei por inglês, adorava filmes, músicas e como sempre gostei muito de ajudar as pessoas. Acredito que a uma língua pode trazer infinitas possibilidades de vida. 



Quais as dificuldades que um profissional de idiomas na região onde você atua?

Acredito que além da questão da oferta de trabalho por um salário compatível, creio que a dificuldade de encontrar cursos de apoio e formação de professores. É tudo em São Paulo e às vezes fica fora de mão.

Como você avalia sua formação acadêmica?

Desde sempre me dediquei muito e procurei fazer uma boa universidade. Acho que minha formação é muito boa e procuro sempre me melhorar.




Quais são seus planos em relação a sua vida profissional?

Pretendo fazer curso de doutorado e o Delta.

Como aprendeu inglês? Usou alguma técnica que você considera realmente efetiva?

Comecei a estudar inglês desde pequena e o que me ajudou muito foi me inserir dentro da cultura. Eu sempre adorei ouvir músicas, assistir filmes e ler o que eu acho efetivo no aprendizado.



Falando em técnica, você tem alguma preferência por método ou abordagem?

Gosto muito da Communicative Language Teaching, pois tem um viés cultural bem grande. Procuro inserir a cultura anglófona em todas as minhas aulas.





Já viveu alguma situação bastante inusitada em sala de aula? Poderia compartilhá-la conosco?

Sim, uma situação bem interessante foi quando eu precisei ensinar palavras de origem francesa na aula de inglês. Foi bem engraçado porque, como também leciono francês, trabalhei a pronúncia e todo mundo ficou fazendo biquinho! 


Como você avalia o ensino de Língua Estrangeira no Brasil? É satisfatório?

Infelizmente acho que não é. Enquanto houver a visão de que o inglês da escola é do tipo “the book is on the table”, nada mudará. Creio que é possível os alunos saírem do ensino médio com um bom nível de fluência, o que é preciso é reorganização e investimentos.

Como é o seu relacionamento com os outros colegas de profissão, costuma falar sobre o assunto com outros professores?

Tenho um bom relacionamento com meus colegas, trocamos ideias e sugestões. Agora que leciono em um colégio vejo que a necessidade uma outra visão em relação à educação é de extrema importância.

O que você não faria na sua vida profissional, caso pudesse voltar no tempo?

Sei que esse é um blog de língua inglesa, mas se eu pudesse voltar no tempo eu nunca deixaria de estudar francês e provavelmente minha fluência seria muito melhor.

Qual foi o grande momento da sua vida profissional até o momento?

Foi quando meus alunos do grupo de FCE passaram com nota A, acho que todo meu esforço e dedicação valeram a pena e trouxeram ótimos resultados para a vida deles.

Você gostaria de deixar alguma mensagem para os leitores deste blog?

Nunca deixem de acreditar em si mesmo e como um bom professor pode realmente fazer a diferença na vida de seus alunos.



sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Entrevista com Adriano Santos





Poderia fazer um breve resumo de sua vida acadêmica/profissional?

Meu nome é Adriano Santos e comecei minha carreira de maneira informal aos 16 anos, quando comecei a fazer traduções para colegas de sala de aula e posteriormente comecei a lecionar a língua inglesa também de maneira informal. Decidi então me profissionalizar e aos 19 anos iniciei meu curso de Letras – habilitação em Língua Inglesa pela então Universidade Federal de São João Del Rei, em Minas Gerais. Desde o início da faculdade, me envolvi em vários projetos relacionados ao ensino e extensão em Língua Inglesa. Fui professor de um curso de cursos de extensão da universidade para formação de novos professores de Inglês e participei de outros projetos desenvolvidos pela universidade para o desenvolvimento da profissão. Cerca de dois anos antes de me formar, consegui meu primeiro emprego formal como professor de inglês em um curso livre de idiomas de São João Del Rei. A partir daí, trabalhei em várias escolas de inglês, assim como instituições de ensino regular nas cidades de Belo Horizonte e Porto Alegre. Meu próximo passo foi iniciar o curso de mestrado pela então Universidade Federal de Santa Catarina, onde hoje desenvolvo minha pesquisa de mestrado na área de Linguística Aplicada e leciono em um curso de extensão da própria Universidade.


Por que decidiu ser professor de Língua Inglesa?

Decidi me dedicar ao estudo da língua formalmente na faculdade de Letras, a partir daí tornar-me um professor com qualificação foi um processo natural, onde podia associar teoria e prática.


Quais as dificuldades que um profissional de idiomas na região onde você atua?


Pergunta interessante ao meu contexto. Como já trabalhei em cidades e regiões variadas no Brasil, pude perceber dificuldades comuns da profissão em todos os lugares, assim como pude também perceber dificuldades que variam de região para região. Aponto como principal dificuldade a desvalorização da profissão. Para conseguir um emprego, o candidato, na maioria das vezes, tem que cumprir vários requisitos entre eles: ter morado fora, experiência, disponibilidade, entre outros. No entanto, as condições de trabalho e os salários oferecidos são compatíveis com todas qualificações exigidas pelas instituições. Além do mais, vejo como um grande problema o fato de pessoas sem faculdade poderem dar aula de inglês pelo simples fato de terem morado fora ou aprendido o idioma. Fico a pensar que me qualifiquei, estudei, aprendi e recebo exatamente as mesmas condições de trabalho de alguém que não fez nada disso. Em sala de aula, vejo a dificuldade de muitos alunos em sala, assim que é desafiador encontrar estratégias que comtemplem o aprendizado de todos.


Como você avalia sua formação acadêmica?

Acredito que a minha formação acadêmica tenha sido muito proveitosa. Tive excelentes professores que marcaram minha vida pessoal e profissional. No entanto, acredito que a Universidade poderia ter tido em seu quadro docente, outros professores que contemplassem outras subáreas do curso de Letras, por exemplo, sempre me interessei muito por fonética e fonologia e acredito que tive uma formação superficial neste ponto, assim como alguns outros.


Quais são seus planos em relação a sua vida profissional?

Agora pretendo terminar o mestrado e dar sequência aos estudos no Doutorado, assim terei qualificação para trabalhar com ensino, pesquisa e extensão em instituições públicas e privadas de ensino superior.


Como aprendeu inglês? Usou alguma técnica que você considera realmente efetiva? Falando em técnica, você tem alguma preferência por método ou abordagem?

Iniciei meu processo contínuo de aprendizado da língua inglesa quando tinha meus 9 anos. Fui diretamente influenciado pela música dos Beatles e pela linguagem dos vídeo-games. Eu me lembro que na época eu tinha um dicionário de inglês em casa e ficava horas tentando traduzir e entender o inglês que existia ao meu redor. Com isso eu desenvolvi com muita eficiência minha habilidade de ler em inglês, assim como o vocabulário e estrutura. Meu próximo passo foi focar-me na pronúncia do idioma. Conseguia encartes de músicas em inglês para acompanhar o que estava sendo cantado com o que estava sendo falado. Os jogos eletrônicos também ajudaram muito, pois tinha que acompanhar as histórias em inglês narradas pelos personagens. Quando iniciei minha faculdade, tive aulas em inglês, assim como todas as leituras e atividades eram em inglês. Além disso, conheci um grande amigo do Novo México (EUA) que morava em São João Del Rei. Assim eu costumava passar muito tempo com ele, principalmente nos finais de semana. Como ele não falava em Português comigo, eu desenvolvi muito a fala, associada ao intenso contato com a língua inglesa na faculdade. A partir daí, com acesso à internet e a outros recursos, também usava todo o tempo que eu tinha para estar ainda mais imerso em contextos de aprendizagem de língua inglesa.

Sobre técnica que seja efetiva? Bom, eu diria que disciplina, trabalho duro e acima de tudo se divertir ao aprender. O inglês sempre teve para mim um sentido emocional, pois aprender as letras das músicas e acima de tudo aprender a cantá-las me motivava a aprender cada vez mais, assim como terminar as longas jornadas dos jogos que me encantavam na infância.
Acredito muito na abordagem comunicativa. No entanto, ao longo dos anos fui entendendo melhor a dinâmica desta abordagem e adaptando a abordagem para o ensino. A pesquisa que desenvolvo hoje no mestrado me traz uma perspectiva intercultural ao ensino de língua inglesa, assim que vou “acrescentado” novos conceitos à maneira de usar a abordagem comunicativa em sala de aula.



Já viveu alguma situação bastante inusitada em sala de aula? Poderia compartilhá-la conosco?

Várias, mas difícil lembrar especificamente de alguma situação. Eu me lembro muito de situações desconfortáveis em sala de aula por ter planejado uma conversação sobre determinado tópico e o rumo da discussão fugir ao controle e eu ter que improvisar na hora para retomar a situação. Eu me lembro também de situações engraçadas como uma vez que perguntei a um aluno: What do you do in order to improve your phisical appearance? e de a resposta ter sido: I shave my “bird”. No caso eu entendi que o que o aluno em questão queria dizer beard ao invés de bird. Na ocasião eu não me contive e acabei rindo da situação.


Como você avalia o ensino de Língua Estrangeira no Brasil? É satisfatório?


Acredito que o ensino de Língua Inglesa no Brasil possua grandes desafios que vão desde à qualificação e formação do profissional de Língua Inglesa até algumas crenças, muitas vezes errôneas ao meu ver, a respeito do ensino. Quanto à formação do (a) profissional, eu realmente acredito e defendo que este (a) deva passar por um curso de graduação, assim como ter uma formação continuada. Saber o idioma é bem diferente de ensiná-lo e o que acontece hoje no Brasil é que os (as) profissionais de língua inglesa que passam por qualificação acabam sendo desvalorizados pelo fato de que pessoas sem formação, que simplesmente tenham morado no exterior, tenham espaço no mercado de trabalho, fazendo com que profissionais, qualificados ou não, recebam os mesmos salários e as mesmas condições de trabalho.

Quanto ao ensino em si, acredito que alguns mitos deveriam ser desconstruídos. O velho e poderoso discurso falacioso de que o nativo necessariamente é o melhor professor, assim como só morando fora se aprende um novo idioma, entre outros.

Aponto também como problema o fato de haver professores sem a proficiência no idioma e que não continuam seus estudos. Em relação à sala de aula em si, fica difícil dar aula para 30 ou até mesmo 40 alunos de uma vez só. Todos esses fatores levam-me a pensar que o ensino de inglês no Brasil não seja satisfatório. Também é muito desmotivador ter um curso superior, se qualificar, estudar e trabalhar duro para não ter muitas perspectivas de crescimento e valorização profissional! Às vezes bate aquele questionamento: “Estou fazendo a coisa certa?”


Como é o seu relacionamento com os outros colegas de profissão, costuma falar sobre o assunto com outros professores?

Mantenho uma relação diplomática e profissional com os (as) colegas de profissão, dos quais divido ideias e experiências. Há, no entanto, poucos (as) deles (as) que divido não só ideias para o ensino, como alegrias e angústias da profissão.


O que você não faria na sua vida profissional, caso pudesse voltar no tempo?


Difícil responder à pergunta, mas acredito que eu tenha cometido inúmeros “erros” ao longo da carreira. Não me arrependo de nenhum deles, por que graças a eles eu ganhei experiência para me tornar o profissional que sou hoje. Aprendi, por exemplo, ou pelo menos acho que aprendi, a lidar com assuntos controversos e polêmicos em sala de aula com desenvoltura. Muitas vezes eu tocava em assuntos “perigosos”, com o objetivo de promover a conversação, mas muitas vezes sem um plano bem sólido para mediar os pontos de conflito em sala de aula. Já passei por alguns bocados por não saber fazer isso. Se pudesse voltar no tempo, usaria minha experiência de hoje para planejar mais.

Qual foi o grande momento da sua vida profissional até o momento?

Em 12 anos de experiência é muito difícil apontar um momento. Mas é muito gratificante para mim receber depoimentos de alunos que me relatam experiências positivas que tiveram com o inglês. Ah, um momento específico que gosto de lembrar foi quando eu dava aulas para a primeira série do ensino fundamental, acho que foi um desastre, mas havia um aluno que me marcou muito. Aos 5 anos de idade ele era fluente em inglês e ninguém havia se dado conta disso. Eu percebi que ele era capaz de falar inglês. Quando eu disse uma frase qualquer, pensando em voz alta, e ele me respondeu em inglês com um vocabulário muito além de saber as cores em inglês. A partir daí comecei a falar com ele em inglês todas as aulas e ele me respondia. Conversei com a mãe dele e dei alguns presentes que estimulassem o guri a falar mais e aprender mais. Aquela situação marcou minha carreira, assim como acredito que tenha marcado os pais da criança.

Você gostaria de deixar alguma mensagem para os leitores deste blog?

AOS ALUNOS:

Não existe “dica” e fórmula para aprender um idioma! O que existem são ferramentas para tal. Não se aprende um idioma por osmose, por isso é preciso ter disciplina, estudar, se dedicar, se imergir no idioma (a internet está aí também para ajudar) e aprender com os erros. Só que acima de tudo é preciso se divertir durante o processo (interminável) do aprendizado. Tentem se perguntar: por que mesmo que eu estou aprendendo inglês? Se a resposta for simplesmente: “para conseguir um emprego”, acho que alguma coisa está errada. O inglês para mim representa um mundo de possibilidades! Cada idioma que eu falo é como se fossem óculos. Cada óculos que eu uso me permite ver o mundo de perspectivas muito diferentes. O inglês me permitiu a conhecer pessoas e realidades muito diferentes das quais eu jamais teria acesso se não fosse por uma língua comum. Então aprender inglês para conseguir um emprego é válido, mas é muito pequeno comparado a tudo que um idioma pode te trazer. Então o aprendizado tem uma porcentagem de muito hard work e de diversão durante o processo.

AOS PROFESSORES:

Por mais desafiadora que seja nossa profissão pelos motivos que já citei aqui, ela também nos traz muitas alegrias. Trabalhem com dedicação e esforço que vocês colherão bons frutos. Existem caminhos na profissão que podem ser perfeitamente trilhados com sucesso!



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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Entrevista com Vanessa Paulini



Poderia fazer um breve resumo de sua vida acadêmica/profissional?

Sou graduada em Letras pela Unaerp e professora efetiva em duas escolas estaduais: E.E.Dr. Guimarães Júnior em Ribeirão Preto e E.E.Cel. João de Souza Campos em Cravinhos.

Participei de congressos na faculdade e ministrei uma palestra para a pós-graduação referente à área de Linguística.

Conclui vários cursos de formação continuada relacionados ao ensino de português e inglês.




Por que decidiu ser professora de Língua Inglesa?

Desde criança sempre quis ser professora, brincava de ensinar com a minha lousa e giz. Aos 12 anos, iniciei o curso de inglês, do qual gostei muito. Na escola, amava ensinar inglês aos meus colegas e passar nas carteiras tirando dúvidas. Assim, naturalmente, no momento em que tive que escolher uma faculdade, não tive dúvidas de que gostaria de cursar Letras.

Quais as dificuldades que um profissional de idiomas enfrenta na região onde você atua?

Citarei o caso específico dos profissionais de idiomas que atuam em escolas estaduais da região. Trabalho no ensino público estadual há seis anos e quando ingressei no cargo me deparei com uma realidade totalmente diferente da realidade que eu esperava e gostaria de encontrar. Percebi que não bastava dominar o conteúdo, precisava entender a realidade que se apresentava a mim para conseguir realizar algo satisfatório. No início, acho que como todo professor de escola pública, tive que aprender a disciplinar a sala para que, então, conseguisse realizar o meu trabalho. Depois de algum tempo aprendi a fazer isso com mais facilidade, mas às vezes há alguns imprevistos e é preciso parar a aula para mediar conflitos. É necessário mediar conflitos quando acontecem, mas considero isso como um fator negativo em relação ao tempo de aula que se perde. Além disso, as salas de aula são cheias, o que dificulta ter um conhecimento mais profundo e individualizado de cada aluno para entender melhor seu ritmo, suas necessidades e expectativas.




Como você avalia sua formação acadêmica?

A minha formação acadêmica foi muito boa em relação ao conteúdo. Tive professores excelentes. No entanto, em relação à prática em sala de aula, não estava preparada quando me deparei com a realidade da escola. Foi necessário buscar orientações com colegas de trabalho e me atualizar para essa nova realidade.

Quais são seus planos em relação a sua vida profissional?

Em relação à minha vida profissional, penso em fazer uma pós-graduação na área de Literatura Inglesa e levar para a sala de aula um pouco mais de conhecimento sobre os autores britânicos que tanto aprecio.

Como aprendeu inglês?

Comecei a estudar inglês quando iniciei um curso aos 12 anos. Desde então, comecei a gostar da língua e não parei mais de estudar.

Usou alguma técnica que você considera realmente efetiva?

Sim, procuro trabalhar em sala de aula com as quatro habilidades: Reading, Writing, Speaking e Listening. Dessas quatro, as mais apreciadas pelos alunos são as atividades de Listening e Speaking. Nas atividades de Listening, a utilização de música relacionada ao conteúdo que está sendo ensinado já é, por si só, um recurso motivador para eles. E mesmo quando a atividade de Listening se baseia em ouvir algum texto e preencher lacunas, percebo que eles se sentem motivados também e procuram entender o que está sendo falado.

Contudo, a técnica que gostaria de destacar é em relação à atividade de gravação de áudio ou vídeo feita pelos alunos. Trata-se de uma atividade para trabalhar a fala (Speaking) e é realizada da seguinte maneira: primeiramente apresento alguma situação de comunicação e peço para que eles se imaginem nela, isto é, imaginem-se em uma situação em que precisarão utilizar o inglês (quando precisam atender a um cliente estrangeiro por exemplo); a partir daí treinamos perguntas e respostas que ocorreriam em uma situação como essa; apresento dicas em relação à pronuncia e os ensino a fazer os links (linking sounds) para que a fala se torne mais fluente; treinamos o diálogo em sala de aula; por fim, os alunos gravam em duplas o diálogo pelo celular (por meio de programa de gravador de voz ou de vídeo) e me enviam por e-mail para que eu posso avaliá-los e perceber o que preciso ainda reforçar com a turma. Nessa atividade, também oriento os alunos a eles mesmos ouvirem as suas gravações para que possam perceber as suas próprias falas e fazerem suas próprias verificações. Essa atividade é muito gratificante, porque os alunos se esforçam para realizar o diálogo e o aprendizado acontece de forma mais natural e dinâmica.




Falando em técnica, você tem alguma preferência por método ou abordagem?

Gosto muito da abordagem comunicativa, pelo aspecto dinâmico que apresenta, já que, dentro dessa abordagem, as atividades devem refletir situações de comunicação real.

No entanto, não foco apenas na abordagem comunicativa em sala de aula. Na verdade, nas minhas aulas há um pouco das contribuições de cada método e abordagem, dependendo do conteúdo que vou ensinar.

Já viveu alguma situação bastante inusitada em sala de aula? Poderia compartilhar conosco?

A situação inusitada que vivi, aconteceu em relação à um projeto da escola. Atendendo a um pedido da gestão, comecei a realizar um projeto com os alunos para ser apresentado no anfiteatro. O projeto sugerido pela gestão era montar um coral e ensaiá-lo para a comemoração dos 120 anos da escola. Porém, eu não tinha muito conhecimento de como montar um coral e nunca tinha feito aula de canto até então. Há alguns anos, eu havia ensaiado um grupo de alunos e a apresentação deles foi bonita, mas era um grupo menor. Dessa vez, a turma do coral era maior.

Foi aí que contei com a participação dos alunos e tive muitas surpresas agradáveis. Alguns alunos já faziam aula de canto e souberam orientar os colegas quanto à posição no palco; outros foram uma revelação, descobrimos talentos e vozes lindas; outros ainda sabiam as técnicas vocais e ajudaram nos exercícios vocais; quanto a mim, ensinei a letra da música em inglês, focando na pronúncia das palavras e na fluência dos versos.

No dia determinado, apresentamos o coral. Uma das supervisoras de ensino que estava presente nos convidou para que, no final do ano, apresentássemos o coral para os Supervisores da Diretoria de Ensino em um evento que fariam junto aos Coordenadores Pedagógicos das escolas de Ribeirão Preto e região. Foi um momento muito gratificante para mim e para os alunos, fruto de um projeto que, de fato, contou com a dedicação de todo o grupo.

Como você avalia o ensino de Língua Estrangeira no Brasil? É satisfatório?

Não considero satisfatório. Além dos problemas em relação à falta de recursos e investimentos que afetam não só o ensino de Língua Inglesa, mas o ensino no país como um todo, acredito que o ensino de língua estrangeira deveria começar desde cedo em todas as escolas públicas.  O Ensino de Língua Estrangeira, e mais especificamente o inglês, visto a sua importância no mundo, deveria constituir o currículo desde a primeira série escolar nessas escolas também.

Como é o seu relacionamento com os outros colegas de profissão, costuma falar sobre o assunto com outros professores?

Nas escolas onde trabalho, o grupo de professores é muito unido e colaboramos uns com os outros. Por isso, muitas vezes comentamos sim sobre as melhorias que poderiam ser realizadas, além de trocarmos materiais e experiências.

O que você não faria na sua vida profissional, caso pudesse voltar no tempo?

A vida de um professor consiste em se atualizar e é um constante aprendizado. A cada ano, mudamos a forma de ensinar, acrescentamos um detalhe, modificamos a forma de explicar algum conteúdo para que fique mais claro. É muito interessante olharmos para trás e percebermos o quanto já aprendemos e olharmos para a frente e vermos o quanto ainda precisamos aprender. Por isso, a cada ano que passa, penso que se pudesse voltar no meu primeiro ano como professora, não teria feito muitas coisas em relação à forma de ensinar que hoje sei que efetivamente não funcionam, e as substituiria por outras formas de ensino que hoje sei serem mais eficazes.

Contudo, tenho certeza de que, daqui a alguns anos, pensarei que se pudesse voltar no dia de hoje, também mudaria muita coisa. E isso é o legal de ser professora, mudamos sempre, ajudamos os alunos a crescerem, mas também crescemos com eles.

Qual foi o grande momento da sua vida profissional até o momento?

O grande momento da minha vida profissional foi o que citei anteriormente, o Coral da escola que foi formado com muita dedicação e amor contando com a colaboração de todos. Cada um acrescentou um pouco do seu conhecimento e essa participação de todos nós nos uniu muito. Toda essa dedicação e amor se refletiu na apresentação.

Você gostaria de deixar alguma mensagem para os leitores desse blog?

A mensagem que gostaria de deixar para quem está aprendendo inglês é que continue se esforçando no aprendizado da língua, tendo a certeza de que ela vai ampliar os seus horizontes e te levar a conhecer novas culturas, novas formas de pensar, ampliando a sua forma de ver o mundo.

A mensagem que gostaria de deixar aos professores de inglês é que vocês não desistam de sua profissão. Apesar de todas as dificuldades que enfrentam, que vocês permaneçam com o amor que os motivou a escolherem essa profissão, sabendo do valor que vocês têm. Sempre lembramos com carinho dos professores que foram inspiradores para nós. Nunca nos esquecemos deles, dos ensinamentos e da forma como nos tratavam. Que vocês também possam ser inspiradores para os seus alunos e, certamente, ficarão guardados nos corações deles.

E gostaria de dedicar a vocês, queridos professores, esse poema:

TEACHER’S SERENITY PRAYER

GOD - Grant me wisdom, creativity, and love

With Wisdom,
I may look to the future and see the effect
That my teaching will have on these children,
And thus adapt my methods
To fit the needs of each one.

With Creativity,
I can prepare new and interesting projects
That can challenge my students
And expand their minds
To set higher goals and dream loftier dreams.

With Love,
I can praise my students for jobs well done
And encourage them to get up
And go on when they fail.   
Lord reveal Yourself through me.

Amen.
(Author Unknown)


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domingo, 24 de julho de 2016

Entrevista com a professora Vivian Reis






Poderia fazer um breve resumo de sua vida acadêmica/profissional?

Tenho Licenciatura em Letras Português/ Inglês e Bacharelado em tradução e intérprete.  Sou professora de Inglês, intérprete, tradutora e professora de Português para estrangeiros. Sou pós-graduada em Educação e pós-graduada em Língua Inglesa. Estudei no Canadá (Toronto). Tenho certificado de conclusão de estudo na escola International Language Academy of Canada.

Tenho certificado de vários cursos e minicursos na área de Educação e Língua Inglesa, tais como: encontros científicos, semana linguística e etc. Tenho certificado do curso de ensino de Português como língua estrangeira. Ministrei uma palestra no Congresso Nacional de Inglês online (tema: Superando as dificuldades no Inglês); ministrei outra palestra no Seminário Nacional da Língua Inglesa online (tema: Treinamento de pronúncia e sotaque no Inglês). 

Fui voluntária dos Amigos das Américas. Já ensinei conversação de Inglês para professores iniciantes na área. Já ensinei em várias escolas de idiomas.  Fiz o minicurso “Arte de contar histórias”, porque acredito que é muito interessante o professor fazer também cursos relacionados a arte, pois acho de suma importância sermos criativos, dinâmicos, diferentes. Relacionado a arte, também fiz oficina de Clown e oficina de teatro, que me fez apresentar várias vezes no Teatro Alberto Maranhão (Natal/RN) e Teatro da cultura Popular.  Eu agrego a arte às minhas aulas de alguma maneira. 

Tenho certificado em todos os cursos que fiz sobre arte. Uso o teatro na sala de aula, como forma de aprendizagem da língua Inglesa.  Ensino Inglês desde 1998. Comecei a ensinar em um curso de Inglês quando eu era uma menina, logo após eu ter feito o TOEFL e a prova PROFICIENCY na Língua Inglesa. Passei na prova e entrevista e me deram essa chance mesmo sendo nova, por demonstrar amor a língua e desejar crescimento na área.




Por que decidiu ser professora de Língua Inglesa?

Minha mãe é professora. Deve ter me influenciado em algum aspecto, pois eu ia nas suas aulas, corrigia suas provas e observava seus passos em relação ao ensino. Minha brincadeira favorita aos 7 anos, era ensinar para minhas bonecas e cachorrinhas. Minha mãe tinha um quadro na garagem, eu coloca algumas cadeiras e chamava minhas três cachorras. Como elas já estavam acostumadas, subiam nas cadeiras.  Juro que elas prestavam atenção (risos). As levava para o quadro e colocava o giz na pata de cada uma para escrever algo. Afinal, como cheguei ao Inglês? Pedi para minha mãe me matricular em um curso de Inglês regular, com o objetivo de traduzir minhas fitas VHS do Michael Jackson, que eram todas originais. Queria saber o que meu ídolo falava nas entrevistas para conhecê-lo melhor. Entrei no curso, me tornei uma excelente aluna. Tinha professores brasileiros e americanos, nessa escola que tanto amava. Meus professores me diziam: “graças a Michael vocês está aqui”. Essa escola me incentivava bastante, meus professores eram excelentes. Todo esse ambiente me fez ficar cada vez mais apaixonada pela língua, ao ponto de eu sair de lá querendo ser professora de Inglês. Eu costumava dizer para meus professores: “um dia vou ser professora de Inglês como vocês ”. Na formatura do curso, fui a oradora da escola.

Quais as dificuldades que um profissional de idiomas na região onde você atua?

Eu atuo em Natal/ RN. Aqui só tem dificuldades! Se o professor não tiver amor pela profissão, ele desiste.  97% das escolas de idiomas, contratam professores que não são graduados em Letras. São muitos médicos, engenheiros, advogados, dentistas, todos sendo professores.  Se pelo menos fossem formados em Pedagogia, mas nem isso.

Muitos fazem intercâmbio, e voltam se candidatando para [o cargo de] professores de Inglês. O problema é que professor de Inglês em natal se tornou um bico. Muitos se formam e não conseguem emprego na área, então como falam Inglês, entram na área de ensino.

Ser professor requer muito estudo, noites em claro e amor. Eu não vou exercer o papel de engenheira, nem de médica, muito menos de advogada, porque não estudei para isso. Cada um no seu lugar. Muitas vezes as escolas de idiomas preferem até um profissional que não tenha muita qualificação, porque podem pagar pouco e manipulá-los. Outra dificuldade, é que alguns professores de Natal, são pedantes. Se acham “a última bolacha do pacote”. Estão sempre no pedestal, formais e desejam ser louvados. Pôxa, pessoal! Vamos descer desse pedestal?

Por que toda essa pose e formalidade? São os “William Bonner e Fátima Bernardes” do ensino. Professor não combina com isso. Professor deve ser natural, informal, amigo, descontraído. Ainda bem que meus colegas de trabalho atualmente, são maravilhosos. 




Como você avalia sua formação acadêmica?

Acredito que tenha sido ótima. O curso de Letras que fiz foi maravilhoso e não escolheria outro. Mas isso vai de pessoa para pessoa. Tem gente que leva a faculdade na brincadeira e acaba recebendo o diploma sem mérito. Sempre fui ótima aluna, estudiosa, criativa e perseverante. No meu caso, valeu muito a pena. Óbvio que me aperfeiçoei com outros cursos e com minha experiência em sala de aula. O curso de Letras é excelente para quem vai fundo, corre atrás e tem responsabilidade de estudar além da sala de aula.  Já entrei no curso de Letras falando inglês.

O curso de Letras não ensina inglês. Ele aprimora o Inglês de quem já sabe e te prepara para ser um excelente professor, ensinando metodologia, didática e etc. Sou apaixonada pelo meu curso.

Quais são seus planos em relação a sua vida profissional?

Meu plano em um futuro bem distante, é abrir meu próprio curso de inglês, com um método criado por mim. Tenho muitas ideias. Seria algo completamente diferente das escolas de idiomas atuais. Pode ter certeza disso.





Como aprendeu inglês? Usou alguma técnica que você considera realmente efetiva? Falando em técnica, você tem alguma preferência por método ou abordagem?

Como falei anteriormente, aprendi fazendo curso de Inglês. Mas eu estudava por conta própria também. Como naquela época não tinha DVD, eu alugava fitas VHS, assistia os filmes com legenda em Português e depois cobria as legendas com fita adesiva, para eu apenas treinar o Listening.

Fazia isso repetidas vezes. O primeiro filme que consegui entender inteiro foi “O Anjo Malvado” com Macaulay Culkin. Existiam poucos recursos na época. Ou se estudavam por filmes, ou por música. Não funcionou comigo aprender através de música, só filmes e séries funcionaram. Hoje em dia é mais fácil. Ministrei uma palestra online falando sobre isso. É muito extenso, por isso é complicado escrever tudo aqui. Mas é basicamente isso, estudar inglês através de séries. Estudar profundamente as falas dos atores, até as expressões faciais e corporais de cada frase da série. Sendo assim, o listening, speaking, reading, writing, pronúncia e até o sotaque melhorarão muito!

Não tenho preferência por abordagem. É importante estudar todas as abordagens, mas acredito que a melhor abordagem para mim, se chama “minha intuição”. Cada sala de aula é uma experiência diferente, cada aluno aprende de uma maneira diferente.  Eu acredito por exemplo, que a melhor maneira de aprender inglês é através do teatro. Isso funciona para todas as idades, todos os níveis e todas as pessoas. Além de melhorar o inglês, os alunos perdem a timidez e o medo de falar Inglês. Escrevi um artigo sobre o teatro como estratégia de ensino.

Sobre as abordagens de ensino, acredito que todas poderiam ser utilizadas de alguma maneira na aula. Gosto da “Communicative Approach”. Mas não existe a melhor abordagem. Temos que usar o nosso sexto sentido em relação a realidade de cada aluno.



Já viveu alguma situação bastante inusitada em sala de aula? Poderia compartilhar conosco?

Minha experiência maior é com jovens e adultos, mas também tive situações engraçadas quando ensinei para crianças. Uma delas pediu para eu morar com ela. Chamou a mãe para me apresentar e pediu para ela me levar. A menina queria que eu entrasse no carro pra me levar embora.

Um menino de uns 7 anos, veio até a mim com uma carinha de safado e disse “professora, você é gostosa”. Imagina eu explicando para uma criança de 7 anos, que eu era a professora dele, que isso era desrespeito e blá, blá, blá...

Na minha turma de jovens, quando entrei na sala, me pediram para sentar. Quando sentei, uma das minhas alunas se levantou e disse que ia interpretar a professora Vivian. Eu amei!

Um americano recém-chegado do Texas, foi contratado por uma escola que trabalhei. Ele assistiu várias aulas minhas pra pegar o jeito de ensinar, já que nunca tinha ensinado antes e não tinha formação na área.  Ele assistia só as minhas aulas, porque os outros professores faziam cara feia. Depois dele assistir umas 10 aulas minhas seguidas, ele me disse “estou aprendendo muito com você. Muita coisa que você falou eu nem sabia que existia, e muita coisa que você falou eu usava de forma errada. Sou americano, minha língua materna é o Inglês. Mas muita coisa da língua estou aprendendo com você, inclusive como ser professor”. Fiquei pasma e ao mesmo tempo feliz. O tempo passou, e nos tornamos amigos. Então, o convidei para participar de um seminário que ministrei na universidade. Depois da minha apresentação, fiz uma entrevista com ele para o público ouvir.

No começo desse ano, estava ensinando para minha turma do Intermediate 1, quando de repente sofri um acidente na sala. Na hora foi ruim, mas hoje em dia até rio. Quando eu virei as costas para colocar o CD, uma das minhas sandálias arrebentou e uma taxa grande que prendia a tira da sandália, entrou quase toda no meu pé. Na hora não senti dor, só um incômodo. Sentei e verifiquei a sola do pé, então vi aquela coisa enfiada no meu pé. Meus alunos: “Eu arranco, professora, eu arranco!”  E eu dizendo “ Não!  Vai doer e sangrar, ai meu Deus!”. Depois desse-tira-e-não-tira, tomei coragem e tirei. Fiquei descalça no trabalho, fui lavar o pé e depois disso fui direto ao posto tomar a vacina antitetânica.




Como você avalia o ensino de Língua Estrangeira no Brasil? É satisfatório?

Horrível! Começando pelas escolas, que só se prendem nos aspectos gramaticais da língua e compreensão textual. Os alunos não têm nenhuma chance de treinar o listening e o speaking. Estão tão acostumados com esse sistema, que estranham quando um professor tenta mudar esse paradigma de ensino. O inglês se torna algo tedioso, muito fácil de se passar, porque eles ficam vendo o mesmo conteúdo várias vezes. Não se dedicam, porque não acham importante e assim vão levando. Os alunos realmente que se preocupam vão procurar um curso de idiomas, para aprender a falar. Coisa que não era para existir.  Se as escolas oferecessem um excelente ensino de língua inglesa, abordando todas as habilidades, não seria necessário ter escolas de idiomas. Muitas escolas não valorizam os professores, não dão a eles recursos para trabalharem, alguns até gastam do seu próprio salário para melhorar suas aulas.

Muitos cursos de inglês atualmente, valorizam mais o método que o professor. O professor se torna apenas o instrumento para passar aquele método que eles acreditam ser o certo. Muitos têm pouca liberdade para criar na sala, outros não têm nenhuma liberdade. O professor tem que seguir aquele método robotizado, onde perde sua identidade. Seguir regra, todos têm que seguir, mas serem robôs é outra coisa. Por isso, muitas vezes preferem professores inexperientes ou sem qualificação na área. Afinal, se eles têm pouca experiência e nenhuma qualificação, vai ser fácil eles obedecerem esse método engessado sem contestarem. Isso acontece com algumas franquias. Já os cursos não franquiados, o professor tem liberdade e exigem mais a formação do professor. O professor deve ser ouvido com atenção pela direção, deve ter espaço para dar suas opiniões e sugestões, pois não existe ninguém que conheça os alunos mais que ele na escola.

Como é o seu relacionamento com os outros colegas de profissão, costuma falar sobre o assunto com outros professores?

Meu relacionamento com eles é ótimo. Trocamos experiência e falamos também sobre a situação do ensino atualmente.

O que você não faria na sua vida profissional, caso pudesse voltar no tempo?

Comecei minha carreira quando era adolescente. No primeiro curso que trabalhei, fiz uma besteira. Avisei a coordenadora que ia levar meus alunos para assistir um filme no cinema. Eles queriam ver um determinado filme. Para agradá-los, aceitei. Então, compramos o ingresso desse filme. Quando iniciou o filme, era um filme de comédia com cenas picantes. Fiquei muito constrangida. Nenhum pai reclamou, mas me senti mal. Depois desse dia, aprendi que temos que ver o conteúdo antes de mostrar para os alunos. Se eu voltasse no tempo, jamais faria isso. Coisa de menina iniciando a carreira. (risos)

Qual foi o grande momento da sua vida profissional até o momento?

Não tenho “ o grande momento”. Considero grandes momentos, todos que vejo o retorno dos meus alunos. Quando os vejo se tornaram professores de inglês por causa de mim, fazendo Letras por causa de mim, isso é maravilhoso. Nada como ver também um aluno que odiava inglês, passando a amar inglês por causa de mim. Muito gratificante...

Alunos chorando quando precisei sair da empresa, para fazer uma capacitação de professores, falando que nunca mais terão um professor como eu. Alunos soltando frases na aula do tipo: “agora sim estou aprendendo inglês” ou “já acabou a aula? Por que quando a aula é boa o tempo passa tão rápido?”

Tive uma aluna especial na sala. A mãe dela entrou na minha aula, e disse que a minha aula era a única que a fazia ficar feliz, que eu era a única professora que a tratava bem. Nas aulas que ela tinha na escola, ela ficava séria, com a cabeça baixa e triste o tempo todo. Na minha ela sorria e queria participar. O retorno dos meus alunos, notar que eles estão aprendendo, o carinho, o abraço, o beijo, os bilhetinhos, as frases de carinho no quadro, os presentinhos inesperados, que fazem a minha profissão ter grandes momentos.

Você gostaria de deixar alguma mensagem para os leitores desse blog?

PARA OS ALUNOS:

Pessoal, inglês não é mágica. Não acreditem em certos métodos na internet que prometem milagres, e também aqueles que existem em alguns lugares.  Escolha um curso que é mais a cara de vocês. Mas se dediquem. Não adianta ir ao curso duas vezes por semana e abandonar tudo quando chegar à casa. Assistam séries por diversão, mas também com o objetivo de estudar. Anotem todas as palavras novas que encontrarem e repitam elas várias vezes em voz alta. Assistam filmes e imitem os atores. Gostam de músicas? Ouçam e cantem com o cantor. Divirtam-se com o inglês, brinquem com ele. Quando passarem a enxergar o Inglês como algo divertido, tudo vai fluir com mais naturalidade. 

PARA OS PROFESSORES:

Sejam criativos, dinâmicos e bem-humorados. Coloquem-se no lugar dos seus alunos. Como será que você gostaria que suas aulas fossem se estivesse no lugar deles? Você pode ensinar o que quiser, do fácil ao difícil, de uma maneira prazerosa e dinâmica. Não importa a idade dos seus alunos, todos aprendem inglês com facilidade quando estão inseridos em um contexto divertido.

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