Poucas palavras:

Blog criado por Bruno Coriolano de Almeida Costa, professor de Língua Inglesa desde 2002. Esse espaço surgiu em 2007 com o objetivo de unir alguns estudiosos e professores desse idioma. Abordamos, de forma rápida e simples, vários aspectos da Língua Inglesa e suas culturas. Agradeço a sua visita.

"Se tivesse perguntado ao cliente o que ele queria, ele teria dito: 'Um cavalo mais rápido!"

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terça-feira, 3 de março de 2015

EVENTOS EM LETRAS: VII SEPEXLE – SEMINÁRIO DE PESQUISA E EXTENSÃO EM LETRAS.

Ao clicar sobre a imagem, você será direcionado para o site do evento!

Apresentamos a 7ª edição do SEPEXLE – Seminário de Pesquisa e Extensão em Letras. Este evento é uma ação do Colegiado de Letras da Universidade Estadual de Santa Cruz e tem como objetivo promover as pesquisas e as ações de extensão realizadas no curso de Letras. Portanto, serão bem-vindos os participantes que desejem apresentar trabalhos desenvolvidos na Iniciação Científica, no TCC, no PIBID, na Especialização e no Mestrado. Os participantes poderão submeter trabalho para apresentação e, após o evento, artigos completos para publicação em anais.

O VII Sepexle ocorrerá dias 13 e 14 de maio de 2015, na Universidade Estadual de Santa Cruz, Ilhéus, Bahia.

COMISSÃO ORGANIZADORA

Prof. Dr. Eduardo Lopes Pires
Prof. Msc. Juan Facundo Sarmiento
Profa. Msc. Raquel da Silva Ortega
Prof. Msc. Wolney Gomes Almeida
Camargo Deyvid Vitor dos Santos
Eliane da Nóbrega Fragôso
Evelyn Almeida
Giselle Bomfim Cerqueira
John Lenon Santos Santana
Kamilla Souza Santana
Nahendi Almeida Mota
Renato Gonçalves Peruzzo
Yuri Andrei Batista Santos

COMITÊ CIENTÍFICO

André Luis Mitidieri Pereira
Arlete Vieira da Silva
Eduardo Lopes Piris
Elaine Cristina Medeiros Frossard
Elida Paulina Ferreira
Gessilene Silveira Kanthack
Givanildo Silva Santos
Gloria de Fátima Lima dos Santos
Inara de Oliveira Rodrigues
Ione Barbosa
Isaías Francisco de Carvalho
Juan Facundo Sarmiento
Laura de Almeida
Lenilza Teodoro dos Santos Mendes
Ludmila Scarano Coimbra
Melquisedeque Oliveira Silva Almeida
Nair Andrade Floresta Neta
Patricia Argôlo Rosa
Paula Regina Siega
Raquel da Silva Ortega
Reheniglei Araújo Rehem
Rodrigo Camargo Aragão
Tatiany Pertel Sabaini Dalben
Wolney Gomes Almeida



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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Entrevista com o professor Jobson Barbosa.




A entrevista dessa semana é com o professor de Língua Inglesa, Jobson Barbosa, professor na cidade de Mossoró-RN com bastante experiência na área de ensino de Língua Inglesa como Língua Estrangeria. Esperamos que todos gostem da entrevista e curtam nossa página no Facebook.



1. Poderia fazer um breve resumo da vida acadêmica e profissional?


Vamos lá. Desde o Ensino Fundamental e Médio, sempre tive certa afinidade com a Língua Inglesa. Como muitos, o dia parecia mais claro e o ar mais puro quando era dia de aula de Inglês (sem exageros). Essas foram as razões pelas quais escolhi fazer vestibular para Letras. Lá, acabei tendo uma visão maior da Língua, principalmente do ponto de vista da Lingüística, e isso me motivou a estudar melhor o Inglês. Para isso, eu precisaria me sentir responsável pelo aprendizado, meu e de outros, foi então que me tornei professor. No final do curso, comecei a dar aulas como monitor do NEEL (Núcleo de Estudo e Ensino de Línguas) da UERN e, atualmente, trabalho no SENAC. Por fim, faço parte da turma do Curso de especialização em ensino-aprendizagem de LE pela UERN com previsão de conclusão para o primeiro semestre de 2012.


2. Por que decidiu ser professor? E por que língua inglesa?


Além da influência familiar (somos oito, sete de nós professores), vi a necessidade de por em prática aquilo que aprendi na graduação. Eu possuía muitos mitos sobre o ensino de Inglês que caíram por terra através de leituras, quis ver como a teoria se aplicava na prática e se funcionava. Além do mais, embora tenha trabalhado em outras profissões, o ambiente de sala de aula sempre me atraiu e como não se pode ser aluno para sempre, percebi que esta profissão me permitiria esse contato.


3. Quais os principais problemas e desafios encontrados por alguém que é professor de LÍNGUA INGLESA na região onde você atua?


No tocante aos professores da rede pública e privada, provavelmente os desafios estão associados a tentar criar um ambiente motivador e favorável ao aprendizado da língua, pois sabemos que a deficiência de conhecimento prévio dos alunos, associado com uma superlotação nas salas de aula, tornam-se grandes fatores que reduzem a afetividade tanto do aluno quanto do professor. Quanto às escolas de idiomas, vemos que o problema se dá ao fato de que poucas instituições levam em conta a experiência no ensino que o professor possui, e sim se ele já esteve em um país estrangeiro. Sendo assim, a confiança para o ensino de níveis avançados, dada aos profissionais, é inferior se comparada com aqueles que tiveram essa experiência, ou mesmo para nativos que aqui ensinam. Sobre o fator remuneração, é lamentável afirmar que certas escolas da nossa região não pagam adequadamente seus professores, tendo estes que se sobrecarregarem a fim de conseguir a renda que merecem.


4. Como você avalia a formação dos profissionais da sua área? Ela é satisfatória ou ainda tem que mudar algo?


Sendo sincero, acho que o curso de Letras de nossa Universidade necessita de uma repaginada. Atualmente, o perfil de boa parte dos alunos que entram nesta faculdade mostra que eles não possuem um conhecimento básico da Língua, até melhoram durante o curso, no entanto, não demonstram qualquer interesse em atuar numa sala de aula. Além disso, mesmo aqueles que entram com certo domínio da língua, se prendem tanto a este conhecimento que não buscam desenvolvimento em outras áreas, como a Literatura, Linguística ou a pesquisa. Reconheço que fui um destes que, enquanto aluno, dei maior ênfase a Língua em si, e que só demonstrei interesse maior por outras áreas após graduado.


5. Como é a relação entre os colegas de profissão? É difícil lidar com muitos professores de diferentes opiniões ou faz parte do ofício?


Bom, conheço muita gente na área de Idiomas em minha cidade e o que pude perceber é que há um bom relacionamento entre nós. Até porque geralmente os professores acabam tendo a mesma origem, que é o NEEL e de lá acabam se esbarrando em outras escolas e isso cria certo vinculo entre todos. Sei que em alguns casos isolados há a famosa competição entre colegas de trabalho, mas não sinto isso muito forte em nossa cidade.


6. E os alunos, como você avalia o desempenho dos alunos de idiomas na região onde trabalha?


Acho que em toda parte temos “alunos e alunos”. O fato é que a maioria dos professores de nossa cidade atualmente são alunos que frequentaram escolas de idiomas, tiveram um bom desempenho e tornaram-se professores delas em seguida. No entanto, temos alunos que sabem a necessidade de adquirir este conhecimento, até frequentam escolas de idiomas, mas não demonstram compromisso, faltam muito, põem o Inglês como a menor de suas prioridades e, por fim acabam atribuindo à Instituição seu não sucesso.



7. “Aprenda inglês em um ou dois anos”; “seja fluente em dois semestres” etc. esse tipo de propaganda parece ser clichê no mundo de curso de idiomas, o que você acha desse tipo de apelo para buscar alunos?


Acredito que este apelo se dá ao fato das pessoas quererem resultados em pouquíssimo tempo. Funciona assim desde produtos de emagrecimento até tratamentos médicos, as pessoas não querem esperar muito pelo que precisam. O que sabemos é que para aprender uma língua exige memória, contato e estudo. Creio que mesmo o melhor curso de idiomas não vai oferecer tudo o que você precisa saber sobre a língua em tão pouco tempo. De fato, os cursos de idiomas visam criar uma rotina de aprendizado, que deve se estender mesmo após o termino do curso pelo aluno.


8. Qual a importância de saber falar o inglês nos dias de hoje?


Difícil responder essa pergunta sem parecer início de semestre letivo (rsrsrs), mas a verdade é que em qualquer área que se trabalhe hoje em dia se está sujeito a interações com pessoas de outras nações, principalmente devido à aproximação causada pela internet. O mundo da informação está cada vez mais rápido, e nós como consumidores dela queremos tê-la o quanto antes, seja no trabalho ou lazer. A questão é que geralmente a difusão da tecnologia se utiliza de uma língua como ponte entre nações e pessoas, e a língua do momento é a Inglesa. Se você quer participar dos sites mais comentados, ser o primeiro a trazer uma notícia, ou seu trabalho depende desse imediatismo (e qual não depende hoje em dia) você precisará conhecer essa língua melhor.


9. Qual inglês devemos aprender, o americano ou britânico?


Depende, se você acha que no uso da língua você terá contato só com Americanos, então estude o americano, mas seu contato será maior com Ingleses, então aprenda o britânico. No entanto, se você acha que não vai poder escolher com qual nação vai interagir, melhor aprender o Inglês como língua internacional. O princípio básico da comunicação é que você seja capaz de entender e ser entendido, sendo assim, não importa se você está falando com um americano, britânico, canadense, sul-africano, australiano ou qualquer outro falante de Inglês como língua estrangeira, desde que haja compreensão mútua.


10.            Qual foi a situação mais difícil que você passou como professor de língua inglesa?


Não consigo lembrar um momento difícil, mas sim um marcante. Fui convidado pelo Departamento de Inclusão da UERN para atuar como Ledor de uma Prova de Vestibular de Língua Inglesa para um rapaz que possui deficiência visual. Naquele dia, eu tinha que ler toda a prova como ela realmente era, sem interferir nas escolhas do candidato. Não minto que fiquei preocupado se ele conseguiria identificar as alternativas corretas apenas pela audição, mas me surpreendi. Ele não só compreendeu bem e marcou muitas alternativas corretas, como também foi aprovado para o curso de Direito pela UERN. Aquele garoto me deu uma lição e tanto.


11. O governo incluiu a LÍNGUA ESPANHOLA ao currículo, você acredita que isso seja uma boa, pois os alunos terão mais opções, ou deveríamos primeiro melhorar a qualidade do ensino de LÍNGUA INGLESA para depois pensarmos em outras LÍNGUAS ESTRANGEIRAS?


Creio que a inclusão do ensino de Espanhol não atinge negativamente o de Inglês. No entanto, acho que a maneira como ambas as disciplinas são vistas deve sim ser melhorada. Os planejamentos pedagógicos deveriam incentivar as práticas linguísticas na escola com o propósito de capacitar os alunos para uma COMPREENSÃO mais ampla da língua, talvez, até no tocante ao desenvolvimento das quatro habilidades.


12.         Ensinar e testar, duas coisas completamente diferentes e que podem ser difíceis de lidar. Muitos alunos, às vezes, não sabem se estão sendo ENSINADOS ou apenas TESTADOS. Em sua opinião, como seria uma boa avaliação?


Eu acho que a avaliação é algo que deve ter o propósito de observar não quanto o aluno aprendeu, mas o que ele aprendeu. O obstáculo que existe é que as escolas de idiomas em si trabalham com o nivelamento, ou seja, o que o aluno já deve saber antes de ingressar no nível seguinte. Na prática, observamos que por vezes o aluno adquiriu aquele conhecimento momentâneo apenas para a avaliação, mas no nível seguinte ainda demonstra dificuldade naquele tópico. Aprender uma língua não é como ser aprovado no Ensino Médio, porém é difícil fazer nossos alunos refletirem não se tiraram a nota mínima para aprovação, mas sim se dominam aquilo que viram. Talvez uma boa avaliação não se baseie em números, mas sim em COMPETÊNCIAS, para mostrar a eles do que são capazes até então. Acrescento que se fosse possível abolir os períodos de avaliação por um método contínuo, com feedbacks que direcionassem o aluno para suas dificuldades apresentadas. No entanto, sei que isso aumentaria a carga de trabalho do já atarefado professor, mas talvez os resultados fossem mais positivos.

13. Qual mensagem deixaria para os estudantes de LÍNGUA INGLESA.

Sejam curiosos e sem-vergonhas! A língua que vocês decidiram aprender está por toda parte, cada leitura, filme, música ou jogo é uma oportunidade de você encontrar um vocábulo que será memorizado a partir daquela situação. Não se contentem com um significado dado pronto, busquem outras fontes, traduzam, comparem, sejam curiosos. Outro conselho: NÃO TENHAM VERGONHA! Cada diálogo é uma oportunidade impar de praticar a língua, não se acanhem em abordar aquele estrangeiro para tentar iniciar um diálogo, essa experiência vai lhe valer muito. Aprender algo complexo como uma língua é um desafio, depende muito de esforço próprio, pois sou muito grato a todos os professores que tive, mas boa parte da estrada apontada por eles teve de ser trilhada com meus próprios passos. E acreditem, caros estudantes como eu, por mais longo que este caminho seja, não há como negar suas recompensas.

Thanks, you guys! See you around...

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Queremos continuar ampliando nossas matérias. Ajudem-nos na divulgação do mesmo, mande suas sugestões, críticas e opiniões. Temos explicações sobre vocabulário, piadas, provérbios, gírias, entrevistas, tira-dúvidas e muito mais.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

[SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA PROFESSORES] Jogo do SIM ou NÃO.

Todos nós professores sempre nos deparamos com a árdua tarefa de planejar todas as aulas utilizando o máximo de atividades variadas possíveis. Não é nada fácil encontrar e executar tarefas fáceis para o ensino de idiomas estrangeiros nesse imenso mundo da web. Não que não existam, pois opções é o que não faltam, mas atividades cujos procedimentos são fáceis e que são eficientes exigem tem e pesquisa.

Pensando nisso, o blog PORTAL DA LÍNGUA INGLESA resolveu sugerir algumas atividades, já temos muitas pelo blog. 

Essa atividade se chama “Jogo do SIM e do NÃO” e foi retirada do livro CEM AULAS SEM TÉDIO de Vanessa Amorin e Vivian Magalhães.

Para não haver tumulto em sala de aula, divida os alunos em duplas, além de maximizar a participação dos alunos, você poderá possibilitar que todos os alunos participem igualmente e tenham a chance de praticar a língua. No livro, as autoras mostram os exemplos em língua portuguesa, mas os alunos devem perguntar em inglês.

  1. Com antecedência, recorte fotos de revistas em que apareçam pessoas de corpo inteiro, de preferencia uma só pessoa por foto, em pose ou aparência não muito convencional.
  2. Em aula, dê uma foto para cada aluno, pedindo para que seu colega de dupla não veja. Explique que, nesse jogo, cada participante faz perguntas sobre a foto do colega. (ex: é uma mulher? Ela está sentada? Ela está vestindo uma saia? Ela tem cabelos castanhos?) a cada resposta SIM marca-se um ponto. Quem fizer mais pontos, ganha.
  3. Explique ainda que não vale fazer perguntas opostas (é um homem? Não. É mulher?), nem perguntas cuja resposta é subjetiva (ele é bonito?) para não dá pontos ao concorrente, um aluno poderia dizer que não acha o Leonardo Di Caprio bonito.
  4. Sugira que os pares combinem, entre si, se vai haver e qual será p prêmio do vencedor ou o castigo do perdedor. Lembre a eles que não deverá ser nada muito “pesado”, porque o castigo maquiavélico ou o prêmio pago pode ser pago justamente por quem o idealizou...    

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MAIS UMA DO “POTIGUÊS”:
Como já ficou acertado, em nossas postagens, teremos sempre alguma expressão regional (esperamos que outras pessoas colaborem enviando as suas). Essa semana, quebramos o protocolo e trazemos duas expressões do Rio Grande do Norte:

O caro leitor sabe o que significa “infeliz das costa oca”?

PEDRO: Vixi, lá vem o mentiroso do João. Ali é um infeliz das costa oca! Vive enganando o povo.

“Infeliz das costa oca” é uma expressão usada para xingar alguém muito utilizada no RN e significa mais ou menos “desgraçado” no português padrão. 

Nossa segunda expressão soa até engraçada, @ amig@ sabe o que é “Desmilinguido”? Não?

MARIA: Esse meu filho não tá mais comendo nada. Ô minino desmilinguido, já tá parecendo uma caveira.

Desmilinguido quer dizer “muito magro, sem força”.

Não sei até onde vai dá essa ideia de colocar expressões regionais brasileiras, mas até o momento, temos:


Sossegar o facho = aquietar-se.
Infeliz das costa oca = desgraçado
Desmilinguido = muito magro, sem força.

Até a próxima postagem e espero que tenham gostado. See you, folks.


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