Poucas palavras:

Blog criado por Bruno Coriolano de Almeida Costa, professor de Língua Inglesa desde 2002. Esse espaço surgiu em 2007 com o objetivo de unir alguns estudiosos e professores desse idioma. Abordamos, de forma rápida e simples, vários aspectos da Língua Inglesa e suas culturas. Agradeço a sua visita.

"Se tivesse perguntado ao cliente o que ele queria, ele teria dito: 'Um cavalo mais rápido!"

Mostrando postagens com marcador artigo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador artigo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

The 8 Easiest Languages for English Speakers to Learn.

Durante o tempo em que o blog ficou parado, os e-mails foram se acumulando e ficou muito difícil responder a todos, mas aos poucos estamos retomando nossas atividades. Uma das várias mensagens que recebi foi essa sobre as oito línguas estrangeiras mais fáceis para um falante nativo de língua inglesa aprender. Segue o e-mail como recebido:

Hi Bruno,

We would love to share with you an article that we just posted on our own blog! “The 8 Easiest Languages for English Speakers to Learn” (http://www.onlinecollege.org/2012/01/29/the-8-easiest-languages-for-english-speakers-to-learn/) would be an interesting story for your readers to check out and discuss on your blog.
Either way, I hope you continue putting out great content through your blog. It has been a sincere pleasure to read.

Thanks
Helene Schmidt

I hope you guys enjoy this article. 



The 8 Easiest Languages for English Speakers to Learn

On an increasingly international planet, multilingualism is fast becoming a desired trait in employees, meaning today's college students enjoy an advantage if their degree plans require a second (or even third!) language. English speakers in America particularly find this possibility challenging, as far too many schools downplay the importance of learning to speak something additional. Fortunately, those who feel as if the system failed them in this regard can still pick up a foreign language relatively quickly. The following, ranked as Category I by the Foreign Service Institute but listed in no particular order, offer up comparatively easy starting points. Starting points which might very well prove useful for more than touristic reasons!
Strangely enough, the Foreign Service Institute does not rank German as one of the easiest second languages for native English speakers. Romanian, a Latin Romance derivative with heavy Slavic overtones, is labelled as one of the simplest. It preserves many of the same grammatical elements of its forebear because of its comparatively isolated evolution. FSI places Romanian in Category I, meaning it should take 23 to 24 weeks – or 575 to 600 hours – to attain proficiency.

Like Romanian – not to mention every other language listed here – FSI considers French a Category I pursuit. Hailing from the Romance family, it loaned so many vocabulary words to English that native speakers probably won't struggle as much as they would with something far less linguistically prominent. The French government itself regulates the language, so the grammar and spelling rules are far more rigid than most others. Actually, they haven't strayed too far from the original Latin, so anyone with a familiarity with the dead tongue probably won't struggle too much with their lessons.

With Spanish becoming more and more ingrained into everyday American life, United States citizens are lucky it's labelled as one of the easiest for English speakers to pick up. FSI places it in Category I because of its straightforward sounds and grammar system. Seeing as how this Romance language contributed so many everyday words to the seemingly ubiquitous Germanic offshoot, classes will likely prove relatively painless. Do keep in mind that Latin American and European Spanish do sport some differences, so make sure to find lessons fitting proper regional or business needs.

Italian, French, Romanian, and Spanish aren't the same thing, of course, but knowing one means nominally comprehending the basics of the other. A not-insignificant chunk of English vocabulary comes directly from Italian's Latin Romance roots, making it an easy enough start for anyone looking to pick up a second language. It's especially breezy for native English speakers who already hold a proficiency in others from the same family. Funny enough, despite its famous relationship with Catalan, Italian is actually 89% lexicographically similar to French, as opposed to 87% to the Spanish dialect.

Seeing as how Dutch comes from a West Germanic lineage, it makes perfect sense that native English speakers would take to the language pretty swiftly. In fact, over time it has started absorbing more and more vocabulary words from English, so the two already resemble one another somewhat. According to FSI, some of the inflections are identical as well, though Dutch still holds more in common with its ancestor than its cousin. Afrikaans, a Dutch offshoot spoken in South Africa, is also considered a Category I language.

As with Swedish, this Scandinavian tongue started out as a Germanic-Norse hybridization before gradually morphing into its own – so of course it's considered an ideal second language for native English speakers. Many of its words are actually borrowed from English, though the grammar structure hews more closely to German and Old Norse. Newcomers might face difficulty with the fact that, unlike French (from which it also borrows) and other similar languages, Norwegian isn't nearly as standardized.

Another blend of Germanic and Norse, Swedish holds more in common with Dutch and Norwegian than English, but that doesn't compromise its Category I status with the FSI. Because of its complex vocabulary and grammatical structure, those for whom English is the primary language might stumble a bit at first. Though, like its linguistic neighbours, many English words have wormed their way into the Swedish lexicon.

Portuguese as spoken in Portugal and Portuguese as spoken in Brazil do depart from one another, so figure out which classes focus on which dialect before forming any commitments. Being a Romance language means inevitable overlaps with French, Spanish, Italian, and Romanian, though it involves more vowel sounds than all of these. As of late, Portuguese has absorbed a goodly amount of English words, though it does also borrow liberally from other Romance tongues.



domingo, 16 de outubro de 2011

DECIFRA-ME OU TE DEVORO: QUESTÕES RELATIVAS À HABILIDADE ORAL DA LÍNGUA INGLESA.


Bruno Coriolano de Almeida Costa[i]

Já viveu essa situação? Você passa anos estudando um idioma; investe muito dinheiro e tempo em cursos de inglês e ao final não se sente confiante para falar a língua no momento em que é solicitado? Mas por que isso acontece? Você provavelmente foi mal preparado para o uso da língua. Deve ter sido bombardeado com palavras e frases feitas que não fazem sentido em determinados momentos.

Ao longo de diversos anos de ensino da língua inglesa, pude notar que muitos alunos passam anos estudando inglês, às vezes até dez anos em determinados cursos, mas ao se depararem com situações onde deveriam mostrar desenvoltura na comunicação, os mesmos se mostram inseguros e não conseguem desenvolver a competência linguística que os cursos prometeram. Qual a explicação para isso? Vejamos as próximas linhas.

O que acontece é que o inglês dos cursos (inglês adaptado) nem sempre representam o inglês do dia-a-dia (inglês real). Explico melhor – em sala de aula existe a tendência de o professor falar mais pausadamente; mais devagar e repetir diversas vezes a mesma coisa, seja frase, expressão ou palavra. Muitas vezes, aprendesse termos agrupados em conjuntos cujas palavras nas frases parecem estar agrupadas com espaços. Daí a impressão de que os nativos falam rápido. Na verdade, eles falam de forma normal, o problema é que o ouvido do aluno não está preparado para entender. Estudos sobre o ensino de línguas estrangeiras mostram que isso – o falar pausado em sala de aula – pode até ser benéfico em curto prazo, mas não em longo prazo. Por quê? Porque o aluno se acostuma com um ritmo “artificial” da língua e quando tem a oportunidade de falar com um nativo, ou alguém com um ritmo mais acelerado, ele se sente impotente por, muitas vezes, não entender nada do que foi dito. SOLUÇÃO: ouvir bastante músicas e assistir diversos filmes ou séries em inglês com legendas em inglês.

Na verdade, as escolas podem estar pecando por permitir que alguns mitos sobre o aprendizado da língua sejam criados. Os alunos confundem sucesso em compreensão com compreensão total. Não é difícil ouvir um aluno dizer, no momento de alguma atividade de listening (traduzo aqui como atividade auditiva), “não entendi nada” quando na verdade ele quer dizer “não entendi tudo”. O aluno não precisa entender cada palavra do que é dito para se comunicar. Isso ocorre em português também: nem sempre entendemos tudo, mas, às vezes, apenas o final de alguma frase e logo respondemos, à situação em que estamos inseridos, prontamente sem prejuízo na comunicação. SOLUÇÃO: tentar entender a situação por completa; tentar responder a situação através da resposta imediata.

Muitas vezes, algumas metodologias, assim como alguns professores, falham por não reverem suas práticas. Uma aula de inglês de 1990 não pode ser dada da mesma forma que em 2011. O mundo mudou, assim como a forma que nos comunicamos. Algumas escolas parecem estar testando os alunos, não os ensinando (testing, not teaching). Os estudantes são testados no sentindo de serem treinados a lembrar-se das informações; não ensinados a responder na hora, como acontece em situações reais do cotidiano.  

Outro fator que pode atrapalhar o desenvolvimento do aluno de idiomas é o material de apoio como livros, CDs, DVDs e aparelho de áudio com péssima qualidade, onde o aluno não conseguiria entender uma frase até mesmo na sua língua materna. Muitos livros didáticos já estão ultrapassados e não mostram situações relacionadas ao mundo em que vivemos hoje. Essa é uma questão importante: o material didático precisa mostrar situações do cotidiano onde o aluno possa negociar o entendimento por meio da interação. Aqui reside um problema: algumas escolas produzem seu próprio material, o que matem a escola funcionando, mudar para outro “melhor” seria prejuízo na certa. SOLUÇÃO: sempre complementar os estudos com material encontrado na internet e/ou outros livros-texto.

Para finalizar, esclarecemos aqui que não existe tempo especifico para aprender outra língua, toda e qualquer pessoa tem seu próprio ritmo, mas passar cinco ou dez anos estudando e não aprender a falar um idioma é desperdício de tempo e dinheiro. Em um período como esse; qualquer um, com dedicação, poderia se comunicar tranquilamente em dois ou três idiomas. Língua é uma ferramenta de comunicação social. Para aprender, além de dedicação, é preciso interação e motivação.

Observação: o texto não tem a intensão de apontar nenhuma escola de línguas como culpada por qualquer desempenho negativo dos alunos. No mesmo, apontamos possíveis causadores de atrasos no sucesso do aprendiz e apontamos sugestões para um melhor desempenho. Peço que se encontrar algum equivoco ou se tiver alguma sugestão, entre em contato pelo e-mail.



[i] Professor, estudante e pesquisador de Língua Inglesa como língua estrangeira.
brunocoriolano@zipmail.com.br
Blog: www.portaldalinguainglesa.blogspot.com

domingo, 18 de setembro de 2011

O ENSINO DE INGLÊS COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA: APRENDENDO UM NOVO IDIOMA USANDO OUTRAS FONTES ALTERNATIVAS.


Bruno Coriolano de Almeida Costa[i]

Que é importante aprender inglês disso ninguém tem dúvida. Parece até clichê, mas falar inglês, a língua da globalização, não é mais fator de diferenciação de um candidato na hora de uma entrevista, por exemplo. Saber se comunicar nesse idioma é essencial para a sobrevivência no mercado de trabalho que está cada vez mais competitivo e exigente.

Na época do Império Romano, um dos “critérios” que tornavam alguns povos conhecidos como “bárbaros” era o fato desses povos não falarem o latim, a língua da globalização na época. Mesmo que pareça equivocado, partindo desse ponto de vista, os bárbaros do futuro poderão ser aqueles que não falam o inglês. Daqui a poucos anos, aqueles que não conseguirem se comunicar fazendo uso do idioma de Shakespeare estarão em sérios problemas. Se falamos em ciência e tecnologia, falamos em um língua comum, uma língua franca, para a proliferação do conhecimento entre as nações do mundo inteiro. É ai que entra a necessidade da língua inglesa. O mundo todo estuda e fala esse idioma. No Brasil, temos dois megaeventos se aproximando: Copa do Mundo e Olimpíadas. Aqueles que não quiserem se sentir excluídos terão que saber fazer uso do inglês e os que quiserem prosperar e acender socialmente terão que aprender a falar bem tal língua.

Mesmo com todo esse terrorismo causado pelos primeiros parágrafos desse texto, não existe motivo para desespero. Hoje em dia, temos diversas fontes facilitadoras no processo de aprendizado de qualquer idioma do mundo. A internet democratizou o contato com os idiomas. Pensando nisso, sugerimos que os blogs, sites e DVDs sejam verdadeiras fontes de riqueza para quem desejar aprender, aprimorar, estudar ou praticar inglês. É fácil, rápido e você pode estudar na hora que quiser e quantas vezes desejar sem sair de casa. Os blogs e sites estão cada vez melhores e os DVDs, sejam filmes ou séries, trazem verdadeiros benefícios nesse processo de aprendizado, não somente porque eles mantêm os alunos motivados, mas também porque proporcionam mais diversão e a facilitam o aprendizado e aquisição da língua (essa questão do aprendizado e aquisição fica para outro artigo).

Com a mudança das décadas, também vieram novas formas de interesses, com as línguas não seria diferente. Hoje os jovens preferem horários e jeitos mais flexíveis para aprender. Eles já estão familiarizados com as novas tecnologias e já sabem como utilizar cada ferramenta. Em 2007 iniciamos um projeto com um blog e notamos que o mesmo havia despertado o interesse dos internautas. Esses curiosos da língua visitam o blog e depois sempre voltam procurando mais informações ou dicas, se encontram no blog não se satisfazem e procuram sempre outras fontes de conhecimento. O espaço virtual já está cheio de alternativas que facilitam a socialização e o aprendizado de vários idiomas. Pensando nisso, muitas empresas já estão de olho e adaptando suas metodologias para atrair esse publico cada vez mais crescente.

A sugestão que fica é que quando tiver a oportunidade de estudar uma língua pela internet, procure se organizar para dedicar-se bem: 1) criando uma disciplina; 2) procurando colocar em prática o que aprendeu; 3) tentar a socialização em sites como LiveMocha.com; e 4) sempre perguntar quando tiver dúvidas para alguém que tenha conhecimento e por fim, esteja sempre disposto a aprender. O segredo é a persistência. Lembre-se que “uma caminhada de mil quilômetros começa com o primeiro passo. Muitos dão o primeiro passo, mas poucos completam a caminhada”.


[i] Professor e aluno de Inglês como língua estrangeira.

domingo, 24 de julho de 2011

QUAL INGLÊS NÓS DEVEMOS ESTUDAR? UMA DESMISTIFICAÇÃO QUANTO AO ESTUDO DA LÍNGUA DE SHAKESPEARE.



Bruno Coriolano de Almeida Costa*

Qual inglês devemos estudar? Qual o sotaque mais correto? Tenho que falar igual a um americano? Todas essas perguntas devem passar pela cabeça de um aluno iniciante no estudo da língua de Shakespeare. Alias esse é o primeiro mito que devemos deixar congelado no refrigerador do tempo: Ninguém é dono de nenhuma língua. As línguas pertences aos seus falantes.

Como já é do conhecimento de todos nós, a globalização tratou de unir ainda mais os contatos entre diferentes povos do globo. Sejam essas relações comerciais ou a apenas pessoas, todos precisamos de comunicação para que possamos nos entender sem mais complicações.

Pensando nessa interação necessária para a vida do ser humano, temos que destacar a importância de uma língua franca como instrumento facilitador e integrante entre os povos. Nesse contexto, temos o papel de extrema importância da língua inglesa, língua da comunicação mundial. 

Hoje em dia, a procura por cursos de idiomas tem aumentado de forma bastante perceptível. O fato se dá devido à necessidade de se dominar a língua que integra a comunicação na mídia, internet, revistas específicas e certos segmentos em empresas.

O que muitos alunos comentam é em relação a qual inglês aprender, uma vez que existem diversas variações do idioma ao redor do mundo. Muitos autores escreveram sobre o assunto na tentativa de responder perguntas e dúvidas em relação aos diferentes tipos de inglês (ingleses?) falados em países que têm o mesmo como idioma oficial.

Realmente é muito difícil falar em uma compreensão segura sem considerar as diferenças nas várias pronúncias apresentadas nos “países que falam inglês” como língua oficial ou primeira língua. Mas qual seria o sotaque certo ou mais aceitado? Qual o melhor inglês do mundo? Tais indagações são fáceis de responder se levarmos em consideração a existência e importância das variações lingüísticas.

Não existem formas certas ou erradas de falar uma língua, existem formas diferentes. Desde que você seja compreendido e consiga se comunicar sem nenhum problema com outras pessoas, você estará fazendo uso de uma forma correta e comunicativa, uma vez que conseguiu seu objetivo: passar e receber uma informação.

Muitos têm preferência pelo inglês americano, daí surge uma tendência em afirmar que essa é a variação tida como certa. Para constatarmos a veracidade do que foi dito anteriormente e explicarmos melhor a afirmativa sobre o inglês do tio Sam, fizemos a pergunta: É o inglês americano mais correto do que os outros? Recorremos ao autor de Como entender o inglês falado Ben Parry Davies (2005): “Às vezes, a influência enorme exercida pelas corporações e também pelo entretenimento americano pode dar a impressão de que o sotaque americano dever ser, por definição, o mais útil a aprender, mas a realidade é que a globalização do planeta aumenta cada vez mais a diversidade de sotaques que você vai precisar entender no mundo lá fora”.