Poucas palavras:
Blog criado por Bruno Coriolano de Almeida Costa, professor de Língua Inglesa desde 2002. Esse espaço surgiu em 2007 com o objetivo de unir alguns estudiosos e professores desse idioma. Abordamos, de forma rápida e simples, vários aspectos da Língua Inglesa e suas culturas. Agradeço a sua visita.
"Se tivesse perguntado ao cliente o que ele queria, ele teria dito: 'Um cavalo mais rápido!"
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quarta-feira, 14 de março de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
CULTURA: IRLANDA DOS GRANDES ESCRITORES: JAMES JOYCE.
| A estátua de James Joyce fica bem pertinho do Spire, na North Earl Street |
Terra de muitos escritores como Jonathan Swift (1667-1745) - Autor de Gullivers Travels; Bram Stoker (1847 - 1912) - Autor do Drácula;Oscar Wilde (1854-1900) - Autor de the Picture of Dorian Gray. São somente alguns dos muitos nomes ligados a Dublin. Não podemos deixar de fora dessa lista o grande escritor James Joyce (1882 - 1941) - Autor de Ulysses (há uma piada na Irlanda de que todos são muito orgulhosos de Ulysses, mas é raríssimo encontrar um irlandês que tenha lido toda a obra). Todo dia 16 de junho, chamado de Bloomsday, há diversos eventos por toda a cidade para homenagear o autor.
Fiz questão de procurar a estátua desse grande nome da literatura mundial. Li seu livro de contos, the Dubliners e logo me tornei um fã. Vida longa a literatura irlandesa.
EM POUCAS PALAVRAS, QUEM FOI JAMES JOYCE?
James Augustine Aloysius Joyce nasceu em 1882, em Dublin (Irlanda), de pais católicos. Em 1902, segue para Paris para estudar medicina, mas abandona o curso para dedicar-se ao ensino da língua inglesa e à literatura.
Com a morte da mãe, em 1903, retorna a Dublin. Exerce a crítica literária por um tempo; logo se muda para Zurique (Suíça) e, em seguida, para Trieste (parte do Império Austro-Húngaro, hoje Itália), onde dá aulas de inglês. Em 1906, vai para Roma, onde também trabalha como professor.
Em 1907, publica seu primeiro livro, Música de Câmara (poemas). A coletânea de contos Dublinenses sai em 1914, causando revolta nos círculos conservadores, por sua descrição sem sentimentalismo das pequenas e grandes misérias da vida na Irlanda.
Seu primeiro romance, o autobiográfico Retrato do Artista Quando Jovem aparece em 1916. Mas Joyce só alcança fama internacional em 1922, com a publicação de Ulisses, citado habitualmente como um dos dois ou três maiores romances do século 20.
Cercado pela família e pequeno círculo de amigos, Joyce trabalha por 17 anos em seu último livro, Finnegans Wake (1939), uma grande comédia escrita em linguagem toda própria. Ulisses é o livro do dia: 24 horas na vida de um homem comum. Finnegans Wake é o da noite: as camadas mais fundas da consciência recriadas numa profusão de línguas.
Depois de viver 20 anos em Paris, quando os alemães invadem a França no início da Segunda Guerra Mundial, Joyce se refugia em Zurique, onde morre, em 1941.
Fonte do texto sobre a vida de Joyce (aqui).
Vejam também o vídeo feito na Irlanda:
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
CULTURA DO MUNDO ANGLO-SAXÃO: MINHA MAIOR RIQUEZA É O SABER E O APRENDER.
Viajar é sempre um ótimo aprendizado. Nesse mês de janeiro, pela primeira vez na minha vida, tirei férias. Mas não foram férias pouco atípicas. Aproveitei para aumentar minha percepção de mundo e conhecimento sobre os povos que usam a língua que ensino como língua materna. Nessa primeira parada, estamos em Dublin, capital da belíssima República da Irlanda.
Uma das coisas que me fascinou em Dublin, e acredito que seja assim em toda a Irlanda, é o fato desse povo ser muito patriota e sentir orgulho de preservar sua própria história.
Sempre que eu digitava o nome Dublin no Google, me deparava com a imagem dessa tal Molly Malone. Não fazia sentido para mim uma estátua dessa mulher. Mas quem foi Molly Malone? Pesquisando descobri que...
Sempre que eu digitava o nome Dublin no Google, me deparava com a imagem dessa tal Molly Malone. Não fazia sentido para mim uma estátua dessa mulher. Mas quem foi Molly Malone? Pesquisando descobri que...
| Estátua de Molly Malone em Dublin - Irlanda. |
... Molly Malone é uma personagem que é símbolo de Dublin e talvez da República da Irlanda. E dentro da história dessa mulher entra a história do período mais trágico irlandês. No passado a Inglaterra era a grande dona das terras irlandesas, usando-as como se fosse uma grande lavoura de subsistência própria. Até os dias de hoje as famílias de Dublin são enormes e em 1840 podiam ser maiores ainda. Por isso, quando iam compartilhar suas terras entre cada herdeiro, usavam a batata, que era a melhor escolha para essas pessoas, já que dispensava espaço. E então um fungo matou toda a plantação e fez com milhares de pessoas morressem de fome ou imigrassem principalmente para os EUA.
Molly Malone foi uma das mulheres que ficaram e tentaram a qualquer preço resistir a esse período, mas morreu jovem devido a uma febre (como diz a música abaixo).
Ela é o símbolo da grande fome irlandesa. Dizem que ela era uma peixeira que vendia seu produto em um carrinho que circulava por Dublin (explicação para a imagem da estátua). Dizem as más línguas que além do peixe ela também vendia o seu corpo na região do porto durante a noite. Nada que seja comprovado e dessa forma nem a sua existência é comprovada. Mas as pessoas dedicaram a essa figura o símbolo da dignidade de uma pessoa nos dias de profunda miséria e fome.
Essa lenda foi originada a partir de uma música chamada “In Dublin Fair City” (Em Dublin, Cidade Clara). É realmente muito triste, como muitas das canções que falam sobre as pessoas que imigraram. Tudo lembra muito à lamentação, talvez como um pouco do Blues cantado pelos escravos americanos, mas claro com um método diferente, pois o uso de instrumentos é importantíssimo para a construção da melodia.
Molly Malone (Traditional Songs).
In Dublin's fair city, where the girls are so pretty
I first set my eyes on sweet Molly Malone
As she wheeled her wheelbarrow through streets broad and narrow
Crying cockles and mussels alive a-live O!
I first set my eyes on sweet Molly Malone
As she wheeled her wheelbarrow through streets broad and narrow
Crying cockles and mussels alive a-live O!
A-live a-live O! A-live a-live O!
Crying cockles and mussels alive a-live O!
Crying cockles and mussels alive a-live O!
She was a fishmonger and sure it was no wonder
For so were her father and mother before
And they both wheeled their barrows through streets broad and narrow
Crying cockles and mussels alive a-live O!
And they both wheeled their barrows through streets broad and narrow
Crying cockles and mussels alive a-live O!
A-live a-live O! A-live a-live O!
Crying cockles and mussels alive a-live O!
Crying cockles and mussels alive a-live O!
She died of a fever and no one could save her
And that was the end of sweet Molly Malone
Now her ghost wheels her barrow through streets broad and narrow
Crying cockles and mussels alive a-live O!
And that was the end of sweet Molly Malone
Now her ghost wheels her barrow through streets broad and narrow
Crying cockles and mussels alive a-live O!
A-live a-live O! A-live a-live O!
Crying cockles and mussels alive a-live O!
A-live a-live O! A-live a-live O!
Crying cockles and mussels alive a-live O!
Crying cockles and mussels alive a-live O!
A-live a-live O! A-live a-live O!
Crying cockles and mussels alive a-live O!
Ajudem-nos a fazer um blog cada vez melhor.
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