Poucas palavras:

Blog criado por Bruno Coriolano de Almeida Costa, professor de Língua Inglesa desde 2002. Esse espaço surgiu em 2007 com o objetivo de unir alguns estudiosos e professores desse idioma. Abordamos, de forma rápida e simples, vários aspectos da Língua Inglesa e suas culturas. Agradeço a sua visita.

"Se tivesse perguntado ao cliente o que ele queria, ele teria dito: 'Um cavalo mais rápido!"

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domingo, 24 de julho de 2011

Official: Car bomb kills six soldiers in Yemen.

(CNN) -- A car exploded near a military air force camp in the southern Yemeni port city of Aden, killing at least six soldiers and injuring others, a senior security official and witnesses said.


The car crashed directly at a governmental military vehicle on Saturday night, destroying various equipment, said the official, who is not authorized to talk to the media.

The attack took place as government forces were preparing to send reinforcement to Rofis, Abyan, after clashes with militants intensified over the past week, the official said.

Fierce clashes took place after the attack and hundreds of security forces are combing the area for suspects, eyewitnesses said.
"This is the second attack on security forces in the same area in more than a month," the official said.

sábado, 23 de abril de 2011

[ENSAIO] Um olhar sobre a literatura nonsense inglesa: a Alice que se disfarça de possível.








por  Bruno Coriolano de Almeida COSTA

“Alice estava começando a se cansar de ficar ali sentada ao
lado da irmã no barranco e não ter nada que fazer: uma
ou duas vezes espiara o livro que sua irmã estava lendo,
mas não tinha figuras nem diálogos, “e para que serve um
livro”, pensou Alice, “sem figuras nem diálogos?”


Um dos clássicos mais aclamados da literatura mundial, Alice no país das maravilhas escrito pelo matemático Charles Dodgson, sobre o pseudônimo de Lewis Carroll oferece ao público, diversas temáticas que muitas vezes beiram o absurdo.
Para sermos mais claros e tecnicamente mais corretos, devemos nos referir à obra como sendo representante do nonsense. Mas de que se trata esse termo? O nonsense não é algo falso. Mas também não é verdadeiro e nem pode ser. Na verdade, trata-se de uma proposição absurda que se disfarça de possível.
Erro, ilusão, loucura, fuga da realidade, o jogo de palavras e aquilo que não pode ser são alguns dos assuntos expostos na obra da menina que cai na toca do coelho para descobrir um mundo novo e tão irreal e fantasioso que permeia na imaginação de muitas crianças.
Escrito há dois séculos, Alice no país das maravilhas surgi como fruto da imaginação de Charles Dodgson às margens de um rio, quando o mesmo costumava contar estórias de uma menina em um mundo fantasioso e diferente do vivido pelo autor.  A mesma começa com Alice (provavelmente nome dado para homenagear a menina que costumava ouvir as estórias contadas por Carroll) seguindo um coelho de colete e relógio. É ai que temos a primeira cena sem sentindo, nonsense. Ora, como pode um coelho usar colete e relógio? Qual seria a preocupação de um animal com o tempo? O certo é que a menina vai parar em uma dimensão onde tudo é surreal, povoado por criaturas inusitadas que só poderiam existir em sonhos. Além do coelho que parece estar sempre atrasado (representação do homem moderno?), existe o gato cheshire, que tem o poder de aparecer e desaparecer quando quiser. Temos também a presença do chapeleiro maluco que está perpetuamente na hora do chá e foge da rainha de copas.
 O que essa obra nos mostra é a evidencia do absurdo, do sem sentido. Mas essas proporções parecem estar presentes na nossa vida o tempo todo. É só observar que nossas mães, quando ainda somos pequenos, tentam nos convencer a comer mais para podermos crescer. Isso não seria ilógico? Não. Não é absurdo afirmar que alguém cresce ou diminui tão logo coma ou deixe de comer. Não há dúvidas que o alimento é fundamental para o crescimento.  É o que acontece em Alice quando ela cresceu e diminuiu, coube e descoube nas medições de tal mundo apenas comendo um cogumelo. Claro que estamos falando de nonsense. 
Até mesmo confusões e mal-entendidos lingüísticos corriqueiros estão presentes na obra de Carroll quando lemos “Ele está matando o tempo!” (cap. 7), de fato, não se pode matar o tempo já que ele não é um ser que pode morrer. Assim, temos mais uma vez o uso daquela proposição absurda que se disfarça de possível.
O leitor mais atento já deve ter notado que não dispomos de muito mais tempo para falarmos mais detalhadamente sobre o assunto. O que percebemos que o nonsense não é uma falsidade e ainda faz uso do disfarce da realidade. Falso é alguma coisa que dizem que aconteceu sem ser verdade. Nonsense é algo que nem é, nem pode acontecer.
O que se aprende na obra Alice no país das maravilhas é a percepção do que há de nonsense no mundo dos adultos. Afinal, você, depois de ler esse ensaio, já não cabe mais nas roupas que cabia antes. Lembre-se que “a fantasia não é exatamente uma fuga da realidade. É um modo de entendê-la".
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Graduado em Letras e especialista em Língua Inglesa. Professor de Inglês como Língua Estrangeira e Segunda Língua com experiência profissional internacional SENAC/RN (certificação Internacional TEFL). Twitter: @BRUNOCORIOLANO – brunocoriolano@zipmail.com.br