Poucas palavras:

Blog criado por Bruno Coriolano de Almeida Costa, professor de Língua Inglesa desde o ano de 2002. Esse espaço surgiu em 2007 com o objetivo de unir alguns estudiosos e professores desse idioma. Abordamos, de forma rápida e simples, vários aspectos da Língua Inglesa e suas culturas. Agradeço a sua visita. "Stay hungry. Stay foolish!"

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Linguística cognitiva.




A linguística cognitiva abarca os linguistas adeptos de uma abordagem do estudo da língua que se baseia na percepção e conceitualização humana do mundo. No século XX, a abordagem mais influente no estudo da linguagem foi o estruturalismo: os linguistas se interessaram muito pelos aspectos meramente estruturais dos próprios sistemas linguísticos, tais como o sistema de sons e o sistema da gramática. Uma característica central do estruturalismo é que ele focaliza a estrutura interna da língua, e não o modo como a língua se relaciona com o mundo não-linguístico. Nem a língua é vista como um sistema autônomo (como no estruturalismo), nem a faculdade da linguagem é vista como uma faculdade autônoma (como na abordagem da Gramática Gerativa).

Alguns dos principais linguistas dessa corrente são George Lakoff, Ronald Langacker, Leonard Talmy e Gilles Fauconnier.

A linguística cognitiva é uma abordagem interacional de vertente sociocognitiva da linguagem, isto é, estuda as relações e interações entre os indivíduos por meio de atividades linguísticas. Segundo essa nova tendência, parte-se do pressuposto de que a língua não é meramente um instrumento de representação do mundo, pois há uma dinâmica relação entre a linguagem, o mundo e os sentidos que emergem dessa relação. Para os adeptos desta nova teoria, os “objetos” do mundo não espelham objetivamente a realidade das coisas, pois o signo linguístico não é imutável. Há que se considerar os contextos de produção e de recepção, os aspectos discursivos, interacionais, sócio cognitivos e históricos da linguagem. Dessa forma, os objetos por meio dos quais os sujeitos compreendem o mundo são elaborados nas práticas discursivas situadas, ou seja, em contextos de interação linguística.

Alguns dos principais estudiosos dessa vertente: MONDADA, L.; DUBOIS, D.; KOCH, I. V. G.; MARCUSCHI, L. A.; SCHWARZ, M. F.


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. (LINK)




In English:

Cognitive linguistics (CL) refers to the branch of linguistics that interprets language in terms of the concepts, sometimes universal, sometimes specific to a particular tongue, which underlie its forms. It is thus closely associated with semantics but is distinct from psycholinguistics, which draws upon empirical findings from cognitive psychology in order to explain the mental processes that underlie the acquisition, storage, production and understanding of speech and writing.

Cognitive linguistics is characterized by adherence to three central positions. First, it denies that there is an autonomous linguistic faculty in the mind; second, it understands grammar in terms of conceptualization; and third, it claims that knowledge of language arises out of language use.

Cognitive linguists deny that the mind has any module for language-acquisition that is unique and autonomous. This stands in contrast to the stance adopted in the field of generative grammar. Although cognitive linguists do not necessarily deny that part of the human linguistic ability is innate, they deny that it is separate from the rest of cognition. They thus reject a body of opinion in cognitive science suggesting that there is evidence for the modularity of language. They argue that knowledge of linguistic phenomena — i.e., phonemes, morphemes, and syntax — is essentially conceptual in nature. However, they assert that the storage and retrieval of linguistic data is not significantly different from the storage and retrieval of other knowledge, and that use of language in understanding employs similar cognitive abilities to those used in other non-linguistic tasks.

Departing from the tradition of truth-conditional semantics, cognitive linguists view meaning in terms of conceptualization. Instead of viewing meaning in terms of models of the world, they view it in terms of mental spaces.

Finally, cognitive linguistics argues that language is both embodied and situated in a specific environment. This can be considered a moderate offshoot of the Sapir–Whorf hypothesis, in that language and cognition mutually influence one another, and are both embedded in the experiences and environments of its users.

From Wikipedia, the free encyclopedia. (LINK)

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