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| Thiago Rocha |
O entrevistado dessa semana é THIAGO ROCHA, cidadão do mundo que viveu a experiência em sala de aula, como professor de inglês e agora vive na cidade irlandesa de Dublin. Nessa entrevista, Thiago fala das suas experiências no velho continente e recorda dos momentos em que atuou como professor, enfatizando o amor pela docência.
Aqui, ele dá dicas para quem pretende, como ele, morar e estudar na Irlanda, país, onde segundo o mesmo, é parecido com o nosso Brasil. Ainda nos seus relatos, Thiago mostra a importância de se falar inglês e nos lembra das oportunidades que surgirão para aqueles brasileiros que investirem no estudo no idioma para os eventos esportivos que acontecerão no nosso país nos próximos anos.
Poderia fazer um breve resumo de sua vida acadêmica e profissional?
Vou falar um pouco mais da minha vida acadêmica e profissional no Brasil. Terminei Meu Advanced Course of English No IBEU-CE uma renomada instituição de ensino de Língua Inglesa no estado do Ceara, entre os anos de 1996 a 2001 a qual me custaram 5 longos anos da minha vida, logo em seguida resolvi fazer um outro curso de 6 meses na mesma instituição que me daria a proficiência de ensinar a Língua Inglesa entre os Anos de 2000 a 2002 conclui o ensino técnico em edificação no CEFET-CE. No ano de 2006 ingressei na UERN no curso de Economia, mas um ano mais tarde vi que não era aquilo que queria e no ano seguinte (2007), ingressei no curso de Administração da UFERSA, entre o período 2006 a 2008 tive a oportunidade de lecionar em um dos maiores centros de Língua da Cidade de Mossoró: o NEEL na coordenação do Prof. Marcelo Melo. Fui professor por dois anos lecionando em diferentes níveis, entre o meio tempo, trabalhei com Comercio exterior e Interprete em uma Multinacional Suíça no Município de Aracati na imprensa Syngenta, com sede na cidade de São Paulo.
Você já foi professor de inglês no Brasil. Como foi sua experiência como professor? Por que escolheu inglês? Quais os planos para o futuro em relação à vida profissional?
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| [Irlanda] |
Bem, como já disse antes lecionei no NEEL por dois anos na cidade de Mossoró-RN. Tive um dos melhores tempos da minha vida profissional. Lecionar é a minha paixão. Dai vem àquela indagação o porquê do Inglês? Sempre fui um amante dessa Língua e sempre serei, mas infelizmente ou Felizmente o destino nos leva para caminhos diferentes, o Inglês sempre fez parte da minha vida, estudo inglês desde a minha adolescência. Meus planos para o futuro profissional? Crescer profissionalmente na empresa que estou atuando hoje e um dia voltar a lecionar porque essa sempre foi e sempre será a minha paixão.
Você hoje mora na Europa, poderia nos contar um pouco dessa experiência? Como foi a receptividade? Como é o estilo de vida dos europeus? Você está estudando? Mercado de trabalho em Dublin?
Agora vou falar um pouco mais da minha vida e como vim parar aqui, no ano de 2008 percebi que faltava algo na minha vida profissional e pessoal, foi quando decidi partir para essa experiência, eu falava o idioma, lecionava, mas eu precisava vivenciar, foi quando decidi fazer um curso de inglês no exterior, na cidade de Dublin, capital da Irlanda, na qual hoje moro há três anos e sou apaixonado. Primeiramente, vem uma série de dúvidas na nossa cabeça quando você decide morar ou estudar no exterior: cidade, clima, pessoas, objetivo e muitos outros fatores. Foi quando decidi optar por Dublin por conta da facilidade de obtenção de visto de estudante à um preço bastante acessível. O curso no qual eu me matriculei tinha duração de seis meses com seis meses de férias e esse era meu objetivo inicial passar um ano aqui, durante meus seis primeiros meses foi tudo muito difícil, novo pais, nova cultura, clima diferente (muito Frio), mas o que mais me ajudou foi a receptividade do povo Irlandês. Nós brasileiros estamos em todos os lugares do planeta e aqui em Dublin não é diferente. Somos a segunda maior comunidade aqui na Irlanda, a primeira só à título de informação, são os Poloneses, e nós Brasileiros, de acordo com a última contagem, somos em torno de 15 mil. Mas enfim, fui muito bem acolhido e a receptividade foi bastante satisfatória. O Irlandês é um povo alegre, divertido e cheio de bom humor, então a convivência com nos Brasileiros se torna bastante acessível. Temos cultura um pouco parecida, por isso somos muito bem vistos aqui. Atualmente, estou no meu Segundo ano da faculdade, estou cursando International Hospitality Business Management, na DIT-Dublin Institute Technology. Durante esses três anos trabalhei em diversos tipos de emprego passando por Barman, garçom até a posição que estou atualmente, Accommodation Manager em um hotel 5 estrelas na cidade de Dublin. Mas todas essas conquistas e objetivos é um processo árduo, lento e bastante difícil, visto que o país está em uma crise econômica desde 2008, mas isso, falarei mais a frente.
Poderia falar um pouco mais de vistos e a situação econômica do país no momento e como ingressar no ensino superior?
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| [Londres] |
Bom, a Irlanda era bastante acessível com relação a vistos de estudante, por conta do preço/beneficio, mas em 2008 quando eu cheguei aqui as coisas estavam mudando por conta de uma enorme crise econômica que perdura até hoje, isso acho que todos podem ver nos noticiários e telejornais, antes quando você vinha estudar em Dublin você tinha o direito de trabalhar 20 horas no período de aulas e 40 horas no período de férias, hoje as coisas estão bastante diferente, hoje você com o visto de estudante só é permitido trabalhar 10 horas no período de aula e 40 horas no período de férias, isso por conta de uma estratégia politica/econômica de fechar as portas para imigrantes, o governo decidiu também que todos os estudantes estrangeiros só podem estudar no período matutino e determinou que todos os cursos de inglês no período noturno fossem fechados, antes era exigida a quantia mínima de mil euros para se entrar no pais hoje esse valor subiu para três mil euros, se você tem pretensões de ingressar no ensino superior aqui na Irlanda e é um estudante estrangeiro isso significa um investimento altíssimo, pois diferente do ensino no Público no Brasil onde não se paga para estudar. Aqui a coisa é diferente, se você tem cidadania europeia ou é um cidadão Irlandês, ou tem permissão para morar e trabalhar o tão famoso Green card (Esse é o meu caso), o processo de ingresso no ensino superior é bastante acessível. O processo se dá com analise de curriculum e entrevistas e um valor de dois mil euros por ano (taxa governamental), agora se você é um estudante estrangeiro que não faz parte da União Europeia e não tem Green card as coisas já complicam um pouco, tem que ter proficiência na língua Inglesa através de exames como Cambridge, TOELF, ILTES e estar disposto a pagar um valor em cerca de 15 mil euros por anos, ou seja estudante Brasileiro no exterior tem que ter condições financeiras para vir morar aqui. O ensino superior é de bastante qualidade e bem diferente da metodologia aplicada no Brasil.
Se um brasileiro decidisse morar ai nos próximos meses, que conselhos você daria?
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| [Espanha] |
Primeiramente, traçar objetivos e fazer as escolhas certas; fazer muitas pesquisas sobre o local, modo de vida, clima, Idioma (Sotaque), e acima de tudo a palavra chave, planejamento, antes de vir morar aqui planejei e organizei minha viagem por um período de um ano, com longas pesquisas, perguntas, tirando dúvidas e me informando.
Segundo, se caso algum de vocês esteja pensando em morar no exterior, corra e se matricule em um curso de Inglês o mais rápido possível, não caia no erro de muitos de vim na ilusão que vai aprender aqui. Isso é uma dica importantíssima, você tem que vim com um base seja ela qual for, as coisas desse lado não são tão fáceis como os outros pensam, todos precisam trabalhar para se manter, então você precisa falar, para os que têm o objetivo só de estudar, e pode arcar com as despesas é uma experiência muito válida. Gostaria de deixar aqui alguns links que me ajudaram no processo de escolha.
Como você avalia o mercado de trabalho para quem fala inglês em países da América do Sul, existe alguma vantagem para quem fala essa língua?



